Disparada do minério coloca debênture da Vale sob holofote

Disparada do minério coloca debênture da Vale sob holofote

Cynthia Decloedt

11 de maio de 2021 | 05h20

Sede da Vale, no Rio de Janeiro. Foto: Fabio Motta/Estadão

A disparada do minério de ferro está acentuando o interesse de investidores nas debêntures participativas da Vale. Esses títulos de dívida são remunerados a partir de receitas da empresa com o insumo e recentemente pagaram uma espécie de “dividendo” recorde a seus investidores.

Desde a venda das debêntures do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da União ao mercado, em fevereiro, elas têm registrado aumento de volume de negócios e preços. Os títulos foram vendidos pelo banco de fomento a R$ 53,50. Atualmente, as debêntures estão negociadas acima de R$ 60.

Preço deve dobrar em relação à venda do BNDES

Alguns gestores dizem que, em breve, chegarão a R$ 85, ou seja, quase dobrando de valor em relação à venda do BNDES. Outro fator que contribui para a aceleração dos preços é a perspectiva de a Vale recomprar essas debêntures, conforme anunciado pela mineradora.

O prêmio que os detentores dessas debêntures receberam, relativo ao segundo semestre, foi recorde. Foi de R$ 2,76 por papel, apesar de os volumes de minério produzidos pela Vale terem se mantido estáveis no ano passado, em comparação a 2019.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 11/05, às 14h21.

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