Log vende galpões para levantar R$ 500 milhões e reinvestir no negócio

Log vende galpões para levantar R$ 500 milhões e reinvestir no negócio

Circe Bonatelli

01 de junho de 2021 | 05h15

Condomínio logístico da LOG Foto: Divulgação

Condomínio logístico da LOG
Foto: Divulgação

A Log Commercial Properties, empresa de galpões logísticos que tem como sócios a família Menin, a gestora Starwood e um fundo gerido pelo Bradesco, bateu o martelo e decidiu acelerar a venda de ativos. O objetivo é levantar em torno de R$ 500 milhões por ano com a alienação de galpões que já estão em operação. Os recursos servirão para reforçar o caixa e dar vazão à construção de mais empreendimentos do mesmo tipo. A companhia tem visto uma demanda crescente por imóveis que sirvam como centros de estocagem e distribuição de mercadorias por todo o País com a explosão do comércio eletrônico.

A Log já acertou na segunda-feira, 31, a venda de um galpão de 77 mil m² situado na cidade de Extrema (MG) por R$ 272,7 milhões. O local abriga as operações da varejista Dafiti. Atualmente, 57 mil m² do empreendimento já estão em funcionamento, enquanto outros 20 mil m² estão em obras e serão entregues em setembro. O comprador foi o Fundo de Investimento Imobiliário BM II, da BlueMacaw, gestora do executivo Marcelo Fedak (ex-Blackstone).

O acordo prevê o pagamento à Log de R$ 191,3 milhões agora e R$ 81,4 milhões em outubro, após a conclusão das obras. O resultado representa uma margem bruta de 44% sobre o montante investido pela companhia.

Estratégia visa a reforçar a liquidez da empresa

A reciclagem do portfólio de galpões já vinha sendo adotada pela Log, mas a aceleração dessa estratégia ajudará a reforçar a liquidez após uma tentativa frustrada de emissão subsequente de ações em Bolsa (follow-on) no primeiro trimestre. Na ocasião, investidores pediram descontos acima de 10% em relação ao valor das ações, o que foi refutado pela administração da empresa,  segundo o CEO, Sergio Fischer.

A partir daí, a companhia fez uma emissão de debêntures de R$ 250 milhões, com prazo de cinco anos e taxa de remuneração anual de CDI mais 2%. Isso, somado à reciclagem de ativos, vai abastecer os planos de crescimento do grupo.

Diante da procura elevada por galpões, a Log decidiu, em abril, ampliar em 50% o seu plano de investimentos em 2021, chegando a R$ 750 milhões. Ao todo, os aportes vão atingir R$ 2,25 bilhões até 2024, ampliando o portfólio em 1,4 milhão de metros quadrados.

A Log trabalha principalmente com galpões modulares em capitais e cidades no interior do País, fora da região metropolitana de São Paulo, onde cada terreno é altamente disputado pelas grandes empresas do setor. Com isso, tem atendido uma demanda de regiões onde, historicamente, tinha pouca oferta de imóveis logísticos de qualidade.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 31/05, às 18h37.

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