Pressionada, XP acelera sociedade com escritórios de agentes autônomos

Pressionada, XP acelera sociedade com escritórios de agentes autônomos

Cynthia Decloedt

01 de junho de 2021 | 05h00

XP, na sede da empresa Crédito: Matheus Lombardi/ XP

XP intensifica conversas para ser sócia de seus maiores assessores  Crédito: Divulgação

 

Pressionada pela concorrência e por seus próprios “filhotes”, a XP está atendendo ao desejo de independência dos donos de seus maiores escritórios de agentes autônomos. Desde o início deste ano intensificou a conversa para ser sócia de seus maiores assessores e montou uma equipe dedicada a assessorá-los na estratégia de virar corretora e eventualmente ir à bolsa.  Depois de anunciar a sociedade com a Messem Investimentos, onde terá participação de 49,9%, outros negócios estão para serem anunciados em breve.

A Faros, maior escritório da XP, com perto de R$ 20 bilhões sob custódia, contratou a assessoria norte-americana Lazard para estruturar projeto de ser corretora. Em setembro do ano passado, anunciou sua intenção de chegar à bolsa, com o endosso do fundador da XP, Guilherme Benchimol. Como esse processo é, em resumo, um M&A (fusão e aquisição), a Lazard terá como missão achar o valor do escritório para o negócio.

A Messem é um dos três maiores escritórios da XP, com R$ 15 bilhões sob custódia, e o segundo com o qual fecha esse tipo de parceria. Em janeiro deste ano, gestores egressos do Credit Suisse montaram um escritório em parceria com a XP, o WHG, que tem R$ 10 bilhões sob custódia atualmente.

Na defensiva

O movimento responde a iniciativas de seus concorrentes, como o BTG Pactual que tem assediado os maiores agentes autônomos da XP, oferecendo esse tipo de parceria.  No último dia 17, a Acqua-Vero, que também faz parte do grupo dos maiores da XP e tem R$ 8,5 bilhões sob custódia, se desligou da XP rumo ao BTG Pactual, que será seu sócio quando esta virar uma corretora.  A Monte Bravo, com R$ 17 bilhões em ativos sob custódia, revelou na semana passada estar de namoro com o BTG Pactual.

A XP tem defendido que tem investido nos escritórios em que enxerga potencial de se sobressaírem em seu negócio como corretora. O modelo apresentado é de white label e corretora light, ou seja, a XP entra com a estrutura nessa parceria e o escritório apresenta seu nome e marca ao cliente, além de estar livre para vender ativos de outras plataformas. Procurada, a XP não comentou.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 31/05, às 17h07.

O Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.

Para saber mais sobre o Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

 

Tudo o que sabemos sobre:

agentes autônomoscorretorasInvestimento

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.