Caixa Seguridade lista novos desinvestimentos e quer IPO de braço de seguros do Pan

Caixa Seguridade lista novos desinvestimentos e quer IPO de braço de seguros do Pan

Aline Bronzati

10 de junho de 2021 | 05h15

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

A Caixa Seguridade quer vender a sua participação no braço de seguros do Pan, que inclui uma seguradora, a Too, e uma corretora, em sociedade com o BTG Pactual, apurou o Broadcast. A saída pode se dar por meio de uma abertura de capital ou venda para um investidor estratégico, disseram fontes, na condição de anonimato.

O desinvestimento da Too Seguros é apenas um de uma série prevista pela Caixa Seguridade. Na segunda-feira, 7, a companhia anunciou que vai sair de tudo que não é  “core”, conforme fato relevante ao mercado. No documento, lista uma série de ativos que nunca havia sinalizado intenção de venda.

“A Caixa já desinvestiu o Pan. Não faz sentido manter a sua seguradora”, afirma uma fonte.

No pacote de desinvestimentos da Caixa Seguridade estão diversas sociedades com a sócia francesa CNP Assurances e que perderam o sentido após a estruturação de novas parcerias para explorar o balcão do banco público. De cerca de oito negócios, serão mantidos apenas dois: a Youse, seguradora digital, e a operação de seguro habitacional, considerada muito grande e relevante para o banco diante da sua liderança em crédito imobiliário, disseram as fontes, na condição de anonimato.

Vão deixar de estar sob o guarda-chuva da holding de seguros da Caixa, conforme fato relevante, as participações na corretora Wiz, na Previsul, de previdência privada, na CNP Capitalização (antiga Caixa Capitalização) e CNP Consórcios (antiga Caixa Consórcios).

Holding espera destravar valor a acionista

No caso da Too Seguros e seu braço de corretagem, o desinvestimento deve se dar da forma como ocorreu no banco Pan, ou seja, um movimento chamado no mercado como dual track. Assim, a Caixa pode tanto emplacar uma oferta inicial pública de ações (IPO, na sigla em inglês) quanto vender sua participação a um investidor estratégico.

Bancos de investimento já teriam sido contatados para a operação, recebendo o que o mercado chama de RFP (request for proposal, na sigla em inglês). A partir disso, então, vão se debruçar no negócio e apresentar propostas à Caixa Seguridade.

Com os desinvestimentos de negócios não considerados “core”, a holding de seguros da Caixa espera destravar valor aos acionistas, explica uma fonte. De quebra, reforça o foco no canal do banco.

Na primeira teleconferência como uma empresa listada, os executivos da Caixa Seguridade já haviam reforçado o foco na bancassurance, ou seja, nos canais associados ao banco como a estratégia de crescimento da companhia daqui em diante.

O reforço no discurso vem com a indicação da diretora comercial da holding e funcionária de carreira do banco público, Camila de Freitas Aichinger, para assumir o posto mais alto na companhia. Ela sucederá Eduardo Dacache, que renunciou ao cargo por motivos pessoais. Ele deve cumprir quarentena de seis meses. No mercado, rumores dão conta de que Dacache voltará à iniciativa privada. Ele ficou por 2,5 anos no conglomerado estatal. Antes, passou por nomes como Santander e Safra.

Procurada, a Caixa não comentou.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 07/06, às 20h51.

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