Operação norte-americana da Braskem deve ser vendida separadamente

Operação norte-americana da Braskem deve ser vendida separadamente

Cristiane Barbieri, Cytnhia Decloedt e Fernanda Guimarães

17 de junho de 2021 | 05h02

Refinaria da Braskem nos EUA – La Porte Texas – FOTO: DIVULGAÇÃO

Líder na produção de polipropileno nos Estados Unidos, a operação norte-americana da Braskem deverá ser separada, para que a Novonor (antiga Odebrecht) consiga mais dinheiro em uma eventual venda de sua fatia de 50,1% da petroquímica. A ideia é que, ligadas à operação brasileira, as fábricas nos EUA seriam subavaliadas numa negociação. Já haveria, inclusive, petroquímicas daquele país interessadas, por conta de ganhos de escala. A Braskem no Brasil, por sua vez, não deve ser vendida em partes separadas. A produção dos insumos usados na fabricação de produtos plásticos é um jogo de escala e o setor petroquímico passou mais de 20 anos sendo consolidado. Portanto, o eventual comprador das operações locais perderia as sinergias da produção e da compra de matéria-prima.

Prazo para entrega de propostas termina no fim do mês

O prazo para a entrega das primeiras propostas não vinculantes para a compra da fatia da Novonor na Braskem termina no fim do mês. Esta semana, estão acontecendo conversas com fundos norte-americanos nos EUA. O processo de venda está sendo conduzido pelo Morgan Stanley.

O Mubadala seria um dos interessados no negócio. A venda da refinaria RLAM, na Bahia, para o fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos já foi assinada e deve estar totalmente fechada no fim deste ano.

Após a compra da sul-africana Sasol, em outubro, a Lyondell Basell não teria mais interesse na Braskem inteira. Em 2019, a holandesa quase comprou toda a petroquímica brasileira e agora também estaria no páreo, caso fosse fatiada. Procurados, a Braskem e o Mubadala não se manifestaram. A Lyondell não respondeu até a publicação desta nota.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 16/06, às 19h29.

O Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.

Para saber mais sobre o Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

Tudo o que sabemos sobre:

petroquímicaodebrechtbraskem

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.