Empresas tech se inspiram em modelo de sede tipo ‘Villa XP’

Empresas tech se inspiram em modelo de sede tipo ‘Villa XP’

Gabriel Baldocchi

17 de junho de 2021 | 18h30

Ilustração do projeto da Villa XP

As decisões recentes de empresas como XP e Uber de elaborar projetos afastados do centro de São Paulo para abrigar suas sedes despertaram interesse de companhias em estágio acelerado de crescimento e com necessidade iminente de novos espaços. Nomes do mundo tech têm sondado o mercado imobiliário para avaliar a possibilidade de construir sedes nos moldes da Villa XP, em São Roque (SP).

O perfil das interessadas abrange startups mais maduras, capitalizadas por rodadas recentes de aportes de investidores, em vias de abrir capital ou que levantaram recursos há pouco tempo ao estrear na Bolsa. Trata-se mais de um efeito de marketing do que de uma decisão prática.

Falta de infraestrutura é desafio

Comum nos EUA, em especial no Vale do Silício, na Califórnia, os projetos de vila ou de campus, são vistos como muito desafiadores no Brasil devido à falta de infraestrutura. Os problemas vão desde as dificuldades de mobilidade à concentração de talentos nas áreas centrais.

Os estudos chegam num momento em que a pandemia está fazendo as empresas repensarem o ambiente dos escritórios. A palavra de ordem é privilegiar a interação quando os funcionários estiverem presentes, uma vez que parte delas pretende manter o home office ou o modelo híbrido.

Foi nesse contexto que a XP anunciou a sua Villa XP, no interior de SP, complexo com quadras esportivas, áreas comuns arborizadas e salas de eventos. Atributos semelhantes também estarão presentes no campus da Uber, anunciado em maio. A sede com 18 mil metros quadrados de área verde, em Osasco, deve ficar pronta em 2022. Os sócios do BTG têm um projeto para construir um campus no bairro Butantã, em São Paulo, voltado à formação de talentos para o mundo tech.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 17/06, às 16h23.

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