2W Energia negocia 1 mi de certificados de energia renovável e quer triplicar volume

2W Energia negocia 1 mi de certificados de energia renovável e quer triplicar volume

Luciana Collet

13 de fevereiro de 2022 | 05h40

Claudio Ribeiro, diretor presidente da 2W    Foto: 2W Energia/divulgação

A plataforma de soluções para o mercado livre 2W Energia comercializou em 2021 quase 1 milhão de Certificados de Energia Renovável (I-RECs), ou pouco mais de 10% do total emitido no País. Diante da perspectiva de crescimento desse mercado, a meta da empresa é triplicar o volume e alcançar os 3 milhões de I-RECs comercializados em 2022, não só acompanhando a expansão do segmento como ganhando participação de mercado.

“O I-REC foi muito buscado pelas multinacionais para que suas subsidiárias pudessem comprovar para suas matrizes que estavam usando energia de fonte renovável, mas agora a gente percebe um movimento dessas grandes empresas também exigirem de seus fornecedores essa limpeza da pegada de carbono da cadeia”, afirmou o diretor presidente da 2W, Claudio Ribeiro, em entrevista ao Broadcast Energia.

O I-REC permite que as empresas possam oferecer garantia de origem de renovável para a energia que utilizam. Cada REC equivale a 1 megawatt-hora (MWh) de energia renovável.

Segundo dados do Instituto Totum, responsável pela emissão dos certificados no Brasil, no ano passado foram emitidos 9.212.692 I-RECs, mais que o dobro dos 4,1 milhões de I-RECs de 2020. “Nos últimos dois anos, praticamente dobramos as emissões a cada ano, passamos de cerca de 2,5 milhões em 2019 para 4,1 milhões em 2020 e agora para 9,2 milhões em 2021”, disse o diretor da instituição, Fernando Lopes.

Para 2022, a expectativa do instituto é chegar a 15 milhões, o que corresponde a um crescimento de aproximadamente 60%. Lopes explica que normalmente as empresas que adquirem I-RECs num determinado período acabam tornando a compra de garantias de origem de energia um evento recorrente. “Nesse sentido, em função ao maior grau de maturidade desse mercado, estimamos um crescimento da ordem de 60% para esse ano”, disse. Ainda assim, segundo ele, em janeiro, as emissões foram 79% maiores do que o registrado no mesmo mês de 2021.

Ribeiro disse que a criação do serviço de comercialização da 2W deveu-se justamente ao forte movimento de subsidiárias de multinacionais demandando certificados para responder às exigências de suas matrizes. “O que tenho percebido agora é que brasileiras, não necessariamente multinacionais, estão começando a se aproximar do tema, e não basta o selo corporativo que a 2W ou outras comercializadoras emitem, querem o I-REC para poder entender proveniência da energia, é uma tendência”, afirmou, citando como exemplo a negociação fechada no ano passado com a Brasil Terminais Portuários (BTP).

Comercialização

A expansão da venda de I-RECs é uma das iniciativas da 2W Energia para avançar no segmento de comercialização em 2022. Segundo Ribeiro, a companhia está “quebrando a cabeça” para desenvolver produtos adicionais. Uma das iniciativas é o lançamento de uma fintech, para oferecer ao cliente serviços financeiros – como transferências, boletos, seguros, consórcios, entre outros – com um plano de benefícios e descontos no preço da energia, a depender do uso dos serviços.

A fintech também deverá oferecer capacitação gratuita sobre ESG (práticas ambientais, sociais e de governança corporativa, na sigla em inglês). “Porque ESG é muito difundido nas grandes empresas, mas entre seus fornecedores, que é o publico-alvo da 2W, essas PMEs (pequenas e médias empresas), não é tão difundido”, diz.

Além disso, a empresa segue com foco em ampliar sua rede de agentes autônomos – atualmente com cerca de 1,2 mil. A meta é chegar a 2 mil no fim do ano, de maneira a favorecer a captação de cada vez mais consumidores menores para o mercado livre.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast Energia no dia 10/02/22, às 17h04.

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