A despeito de volatilidade, ofertas subsequentes devem ter espaço

Economia & Negócios

08 Julho 2018 | 04h00

Se de um lado as ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) devem ficar em compasso de espera até a definição do cenário eleitoral, em outubro, as ofertas subsequentes (follow ons) podem movimentar o mercado nesse ínterim. Não será, contudo, uma onda, mas apenas alguns casos pontuais, com foco especialmente nas companhias exportadoras, que vivem bom momento na bolsa, influenciadas pela taxa de câmbio, que oferece impulso em suas receitas. Neste ano, o mercado brasileiro foi palco de três aberturas de capital (IPO), que somaram, juntas, cerca de R$ 7 bilhões. Até aqui, contudo, nenhuma empresa já listada fez uma nova emissão de ações (follow on), seja para levantar recursos ou para que acionistas vendessem suas participações no mercado.

Água fria. No início do ano havia uma expectativa bastante otimista para 2018, depois de muita movimentação das companhias em 2017, quando as ofertas de ações giraram cerca de R$ 42 bilhões.

Peneira. A seletividade dos investidores, no entanto, levou algumas empresas que buscavam abrir capital neste ano a postergar suas operações. Ficaram no caminho Agibank, Banrisul Cartões, Bunge Açúcar e Bioenergia, JHSF Malls, Blau Farmacêutica e Ri Happy. Já Intermédica Notredame, HapVida e banco Inter estrearam na B3 em abril.