Abutres exigem juro até 20% para trocar bônus da Andrade Gutierrez

Abutres exigem juro até 20% para trocar bônus da Andrade Gutierrez

Economia & Negócios

12 Julho 2018 | 04h00

As negociações da Andrade Gutierrez, alvo da Lava Jato, para liquidar uma dívida de US$ 325 milhões em bônus se complicam. Perto de completar três meses com o compromisso em aberto, a companhia conversa agora com diversos fundos abutres, especializados em ativos problemáticos e, portanto, de perfil agressivo, sobre duas soluções paralelas. Com os que têm bônus da empresa em mãos, a Andrade tenta trocar os títulos vencidos por novos, a serem emitidos. Com um outro grupo, a companhia trabalha em um empréstimo para quitar os títulos antigos e a dívida que tem com bancos. Esses fundos, entre os quais estão o Lone Star, exigem em troca que a Andrade pague juro de 18% a 20% em dólar ao ano. A empresa, entretanto, tenta manter o retorno em 13,5% que vinha sendo negociado em uma operação semelhante liderada pela Pimco.

Garantia. As ações da CCR, que não estão comprometidas em outros empréstimos da Andrade Gutierrez, também entram como garantia no novo crédito. Essa porção equivaleria a cerca de um quarto dos pouco mais de 14% da participação que a companhia tem na CCR. Procurada, a Andrade Gutierrez não comentou o assunto.

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