Accountfy, de gestão financeira, prevê R$ 30 milhões em investimentos até 2024

Accountfy, de gestão financeira, prevê R$ 30 milhões em investimentos até 2024

Elisa Calmon

15 de junho de 2022 | 05h25

Goldwasser Pereira Neto, da Accountfy: “sempre fomos conservadores”   Foto: Accountfy/Divulgação

Depois da euforia vista nos últimos anos, as startups brasileiras têm apertado os cintos. Para conseguir fechar as contas no azul, crescem os relatos no segmento de grupos com pé no freio em investimentos e corte de custos, com destaque para demissões em massa. Na contramão, a Accountfy, plataforma de gestão financeira empresarial, planeja investir R$ 30 milhões em tecnologia até 2024, focando na internacionalização para a América Latina, conta com exclusividade ao Broadcast o CEO Goldwasser Pereira Neto.

Apesar do cenário desafiador, Pereira Neto vê a startup preparada para alçar novos voos. “Não focamos em crescer loucamente quando havia mais dinheiro disponível, mas sim de forma organizada, com uma margem bruta entre 65% e 70%. Por isso, estamos prontos para expandir um passo de cada vez”, argumenta.

A expectativa é que as operações na América Latina, excluindo o Brasil, sejam responsáveis por cerca de 40% do faturamento da startup até 2024 ante a participação atual de 7,5%. Para a startup, México e Colômbia são considerados os vizinhos mais promissores diante do tamanho do mercado e receptividade à inovação. No início deste ano, a Accountfy inaugurou um escritório em Miami, o primeiro fora do Brasil. A cidade foi escolhida princialmente por ser uma área de influência para os negócios na América Latina.

Empresa planeja expansão cautelosa

O plano é expandir com cautela, segundo o CEO. Por isso, a empresa não planeja abrir novos escritórios, mas atender os países vizinhos com a estrutura já existente. Ele afirma que a internacionalização vem sendo planejada desde o ano passado, antes da crise de menor liquidez no mercado de inovação.

“Sempre fomos conservadores, mas agora estamos sendo ainda mais, porque não sabemos se vai haver investimento disponível em um ou dois anos”, afirma Pereira Neto, destacando que a empresa adiou os planos de uma rodada série B por causa do alto risco. Apesar dos desafios, considera que o cenário é favorável para empresas com caixa saudável. “Ainda tem muito dinheiro disponível para empresa boa”,

Ele defende que o momento é de agir com criatividade para otimizar os gastos. Como exemplo, cita que a startup busca que grande parte das implantações seja realizada por empresas integradoras parceiras, ampliando a capacidade de onboarding de novos clientes. No caso do Brasil, a principal aposta é em canais e parcerias, principalmente com bancos e empresas de consultoria/auditoria.

Em meio aos relatos recentes de demissões em massa, o CEO nega que a redução de equipe esteja no radar. “Não há nenhuma pressão para demitir. Temos um time coeso e enxuto”, afirma. A plataforma de gestão tem cerca de 170 funcionários atualmente.

 

Este texto foi publicado no Broadcast no dia 14/06/22, às 16h34

O Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.

Para saber mais sobre o Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.

Tudo o que sabemos sobre:

gestão financeiraStartuptecnologia

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.