Agências se movem com piora do risco da carteira e caixa da Odebrecht

Coluna do Broadcast

14 de abril de 2017 | 07h57

As agências de classificação de risco estão se alinhando em direção à percepção de que a construtora Odebrecht pode não sustentar seus compromissos operacionais e financeiros. Nesta semana, a Moody’s aproximou a nota de qualidade de crédito dada à empresa do rating que foi atribuído pela Fitch, agência que oferece a mais baixa classificação à empresa. Ambas as agências classificam a Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) dentro da categoria C, que considera risco substancial de a companhia não honrar suas dívidas, por conta da erosão de sua carteira de projetos e queima de caixa. A OEC vinha sendo considerada um dos pilares de sustentação do grupo.

A um passo
A Fitch rebaixou a OEC em janeiro, para CC, penúltima nota antes de entrar para a categoria D, em que a companhia já está em moratória. A Moody’s revisou a nota da OEC para Caa2, a dois passos da moratória. A Standard & Poor’s, por sua vez, mantém desde o final do ano passado a nota da construtora em B-, última nota da categoria B em que estão empresas sem risco de calote.

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