Agibank e Digio, de Bradesco e BB, buscam investidores para crédito podre

Agibank e Digio, de Bradesco e BB, buscam investidores para crédito podre

Aline Bronzati

11 de junho de 2020 | 05h00

O gaúcho Agibank e o Digio, de Bradesco e Banco do Brasil, estão a caça de investidores para carteiras de empréstimos vencidos e não pagos, os chamados créditos podres. As ofertas foram feitas em meio à pandemia do novo coronavírus, mas ainda não são reflexos da turbulência atual. No caso do Agibank, a venda é de cerca de R$ 500 milhões. Já o Digio, antigo CBSS e que fica embaixo do guarda-chuva da Elo Participações, está com uma operação na rua em torno de R$ 200 milhões, que inclui uma parte em empréstimo pessoal e outra em consignado INSS (aquele descontado na folha de pagamentos dos aposentados). Ambos já tinham acessado este mercado no ano passado.

É só o começo. A expectativa de investidores é que a oferta de crédito podre aumente nos próximos trimestres, como reflexo do esperado aumento da inadimplência por conta da pandemia. Para bancos de menor porte, a situação fica ainda mais evidente por conta da menor diversidade de receitas e de fontes de captação de recursos.

Digital. No caso do Digio, a desova é parte da mudança de prioridade do banco, que passou do mundo físico para o digital. O objetivo é não manter legados que gerem custos e atravanquem a operação. Tanto que, além de operações em atraso, também há alguns créditos ativos no balanço do banco. Com o foco digital, a alternativa foi repassá-los adiante.

Com a palavra. Procurado, o Agibank não confirma a informação, mas diz que essa é uma prática comum entre as instituições financeiras, da qual poderá vir a fazer uso no futuro.

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