Aliança do varejo prevê medida de tributação a site estrangeiro em 2023

Aliança do varejo prevê medida de tributação a site estrangeiro em 2023

Talita Nascimento

28 de junho de 2022 | 05h40

Grupo vê desequilíbrio tributário entre quem opera fora e aqui   Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As diferenças de impostos cobrados entre as plataformas que importam produtos diretamente a pessoas físicas e as iniciativas digitais do varejo tradicional brasileiro continuam a causar desconforto entre o empresariado. Integrante da comissão recente de empresários do varejo e indústria que foi a Brasília pedir uma solução para a questão, a Associação Brasileira de Shopping Centres (Abrasce) diz que as conversas com o poder público sobre o assunto continuam, ainda que alguma solução só apareça depois das eleições, “com o governo que for”.

Glauco Humai, presidente da Abrasce, admite que, às vésperas da corrida eleitoral, nenhum governo gosta de mexer em tema estrutural. Segundo o executivo, o foco é continuar as conversas para, no início do próximo ano, ter uma medida que equacione o que o setor vê como desequilíbrio tributário entre quem opera fora e quem opera no Brasil.

Tema gera desconforto no setor

Ele diz que a associação já estudava o assunto desde antes da pandemia, buscando entender como a tributação dessas plataformas conhecidas como “cross border” são taxadas em outros países. A intenção seria buscar um equilíbrio entre a regulamentação e tributos que são impostos aos comerciantes locais e a falta de cobranças às plataformas estrangeiras.

O desconforto é notável no setor. Em um painel do Congresso Internacional de Shopping Centers, na última semana, o presidente do Conselho da Aliansce Sonae, Renato Rique, tocou no assunto. Questionado sobre fusões e aquisições, ele afirmou que a empresa uniu forças, num momento em que os concorrentes estão na nuvem. “Volta e meia aparece um concorrente do outro lado no mundo. Alguns com evasão de tributos”, afirmou.

Há conversas para novas transações no segmento de shopping centers

A Aliansce Sonae aguarda aprovação da fusão com a BRMalls. A nova companhia deve ter faturamento anual de R$ 38 bilhões, segundo dados de 2021. Rique afirmou que esse número mostra que a rede pode competir com grandes empresas de comércio eletrônico.

Sobre fusões e aquisições, Humai, da Abrasce, acredita que ainda há muitas oportunidades, já que o setor é muito fragmentado. Ele afirma que há muitas conversas em andamento, algumas, inclusive, envolvem redes maiores.

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 27/06/22, às 10h30

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