Ambev, Magalu, Embraer e Notre Dame têm maior caixa líquido entre empresas abertas

Ambev, Magalu, Embraer e Notre Dame têm maior caixa líquido entre empresas abertas

Fernanda Guimarães

25 de março de 2020 | 05h00

Divulgação

Se dinheiro em caixa é o desejo de toda companhia nesse momento de crise, algumas podem respirar mais aliviadas do que outras. Há na Bolsa brasileira um seleto grupo de companhias com caixa líquido, com a fabricante de bebidas Ambev liderando o ranking, conforme levantamento feito pelo Estadão/Broadcast, com dados da Economatica e os balanços das companhias. Na sequência estão Magazine Luiza, Embraer e Notre Dame Intermédica. O Magalu e Intermédica fizeram captação recente no mercado via oferta subsequente de ações (follow on), ajudando a aumentar o dinheiro disponível. O conceito de caixa líquido significa que o caixa da empresa é maior do que a sua dívida bruta.

No caso da Ambev, o caixa líquido no fim do ano passado era de R$ 8,85 bilhões. A fabricante de bebidas tem caixa de R$ 11,9 bilhões e dívida bruta de R$ 3,063 bilhões. No Magalu, o caixa líquido no fim do ano passado, sem considerar os ajustes, estava em R$ 3,905 bilhões. O caixa era de R$ 4,754 bilhões e a dívida bruta de R$ 848,8 milhões.

No caso da Embraer, o dado ainda não é atualizado, visto que a fabricante de aviões ainda não divulgou seu demonstrativo financeiro relativo ao quarto trimestre. No seu caso, no fim de setembro o caixa líquido estava em R$ 3,13 bilhões. O caixa estava em R$ 4,06 bilhões e a dívida bruta em R$ 930 milhões.

Já a operadora de planos de saúde Notre Dame Intermédica possuía ao fim de 2019 R$ 2,5 bilhões de caixa líquido, com caixa de R$ 4,799 bilhões e dívida bruta de R$ 2,297 bilhões. A companhia também foi beneficiada pela oferta realizada no ano passado. “O 3º Follow-on (nova emissão) da companhia captou R$ 3,608 bilhões, líquidos dos custos da operação. Este recurso já foi utilizado em janeiro e fevereiro de 2020 para o resgate antecipado da debênture (dívida) emitida para a aquisição da Greenline (BCBF13) e o pagamento integral da aquisição da Clinipam”, segundo a companhia, no documento divulgado junto com seu demonstrativo financeiro.

Notícia publicada no Broadcast no dia 23/03/2020 18:44:32

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