American Tower cria braço de novos negócios: fibra é a chave

American Tower cria braço de novos negócios: fibra é a chave

Circe Bonatelli

14 de dezembro de 2021 | 05h40

Antena de celular na capital paulista; fibra ótica é nova aposta da empresa   Foto: Werther Santana/Estadão

Depois de consolidar o mercado de torres e antenas de celular (um negócio tão importante que aparece até no nome à empresa), a American Tower quer agora deslanchar no setor de redes de fibra ótica. A lógica dos investimentos continua sendo a mesma: deter infraestrutura de telecomunicações para depois alugá-los às operadoras que atendem os consumidores finais. Um negócio promissor, ainda mais diante da chegada do 5G, cujas antenas demandarão conexão com as redes de fibra.

A American Tower já tem uma rede de 46 mil quilômetros de cabos de fibra espalhados por quatro países da América Latina – Brasil, Argentina, Colômbia e México. Juntos, eles cobrem 1,5 milhão de residências (ou casas passadas, conforme jargão do setor). O plano de expansão tem como meta ir a 8 milhões de casas nos próximos dois a três anos na região. Isso colocará a companhia entre as maiores detentoras de redes de fibra ótica. A líder na região é a V.tal (empresa de Oi e BTG) que tem hoje 13,5 milhões de casas passadas e planeja triplicar de tamanho no futuro.

Novos negócios

Até aqui, a American Tower investiu US$ 1 bilhão para montar a rede que está em operação. Entrou nessa conta a aquisição da Cemig Telecom, em 2018. Para acelerar o crescimento daqui em diante, a companhia está criando uma área de novos negócios, que vai prospectar oportunidades de investimentos em fibra, além de data centers e internet das coisas na América Latina. O escritório fica em São Paulo.

A ideia é crescer tanto via instalação de redes próprias quanto por meio de aquisições, conta à Coluna o responsável pela área de novos negócios, Abel Camargo. Segundo ele, já existem negociações em andamento que ajudarão a empresa a crescer até a meta de 8 milhões de casas passadas com fibra. O setor ainda é fragmentado, com milhares de pequenos provedores de internet, o que abre espaço para consolidação, diz Camargo.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 13/12/21, às 18h27.

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