Anac indica que não pode dar aval à Avianca fatiada

Anac indica que não pode dar aval à Avianca fatiada

Coluna do Broadcast

07 de maio de 2019 | 04h00

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sinalizou que não pode fatiar as autorizações de pouso e decolagem (slots) da Avianca, conforme deseja a empresa. O argumento do órgão é de que não pode assegurar um nível de segurança aceitável aos passageiros. A Anac justifica a incapacidade de emitir autorizações para constituição de seis Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) – onde os slots seriam vendidos – e os respectivos Certificado de Operador Aéreo (COA) sem saber de antemão quais aeronaves seriam operadas, a capacidade técnica de cada unidade e a real equipe que trabalhará nas mesmas. Antes operadora de 55 aviões, a Avianca tem seis aeronaves em voo. A Anac diz , por fim, que sua posição é, portanto, obedecer a legislação vigente.

Não garante nada. A dura manifestação da Anac foi juntada ao processo de recuperação judicial da Avianca na sexta-feira, dia 3. Nesta segunda-feira, dia 6, a Swissport, operadora de serviços aeroportuários, conseguiu suspender o leilão das UPIs, apontando para a inviabilidade de constituição dessas unidades.

Pá de cal. Em meio à novela sobre a realização do leilão da Avianca, coube ao vice-presidente financeiro da Azul, Alex Malfitani, dar a real temperatura sobre a hipótese de salvação da aérea. “A empresa tinha 55 aviões e agora tem meia dúzia. Para todo efeito prático, a empresa praticamente deixou de existir”, disse ao jornalista Gustavo Lopes, da Rádio Eldorado.

Perfurme. O Malfitani, da Azul, lembra que a Avianca chegou a operar 240 voos por dia. “Nós fizemos uma oferta por ativos de 140 desses voos. E eles (Gol e Latam) só demonstraram interesse nos voos que a Azul tinha interesse”, disse. “Foi uma coisa que não deixou cheiro muito bem”.

Juntos?  A Siwssport argumentou ainda que o leilão em si não garante a constituição das UPIs, tampouco que haverá pagamento aos credores. Por isso, pediu à Justiça que outro plano fosse desenhado com um outro formato de leilão, remetendo à ideia de venda de todos os slots em uma única unidade.

Aliás…. o leilão de uma única UPI era previsto no acordo que havia sido firmado pela Avianca com a Azul e acabou atropelado por outro plano de recuperação para a empresa alinhavado pela gestora norte-americana Elliott, maior credor da aérea, com Gol e Latam. A reviravolta irritou a Azul, que se valendo dos R$ 16 milhões em dívidas, fez vários questionamentos ao advogado da Elliott sobre as motivações para a mudança repentina no plano de recuperação judicial na assembleia de credores. A Swissport, que tem R$ 17 milhões de crédito, acompanhou a reclamação.

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