Apenas um IPO de empresa brasileira em 2019 fecha ano no vermelho

Apenas um IPO de empresa brasileira em 2019 fecha ano no vermelho

Fernanda Guimarães

01 de janeiro de 2020 | 04h00

Apenas uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma empresa brasileira em 2019 fechou o ano passado no vermelho, o do banco mineiro BMG, com recuo de 16% desde sua estreia na B3, no fim de outubro. Nesse mesmo intervalo, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, subiu 7%. No ano, o índice subiu 31,58% e encerrou 2019 aos 115,6 mil pontos. Por conta da queda, o banco anunciou em dezembro recompra de até 10% do total de seus papéis em circulação.

Leia mais: Empresas fazem fila e oferta de ações pode somar R$ 120 bi em 2020, em novo recorde

No total, a bolsa brasileira, a B3, foi palco em 2019  de cinco IPOs. A de maior valorização foi a varejista Centauro, que estreou em abril e, desde então, saltou 181% na bolsa, ao passo que o Ibovespa registrou alta de 23% no mesmo intervalo. Ainda na bolsa brasileira, a Neoenergia, cuja estreia foi em julho, viu suas ações se valorizarem 58% em 2019, bem acima do Ibovespa, de 15%, considerando o mesmo período. A ação da joalheria Vivara, que fez seu IPO em outubro, teve alta de 21% (Ibovespa 14%). A C&A, que também chegou na B3 em outubro, registrou valorização de 9% de seu papel.

Lá fora Em 2019, duas empresas escolheram a norte-americana Nasdaq para o IPO. A de educação Afya, que desembarcou nos Estados Unidos em julho, e de lá para cá teve a ação subindo 41%. E a XP Investimentos, que chamou a atenção dos investidores e marcou um dos maiores IPOs do ano mundialmente, ao abrir capital em dezembro. Em apenas três semanas, desde sua estreia, a ação acumula alta de 42%.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

Siga a @colunadobroadcast no Twitter

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.