Apesar de muito interesse de gringo, local fica com 70% em IPO da Vivara

Coluna do Broadcast

10 de outubro de 2019 | 04h00

Grandes fundos estrangeiros, incluindo europeus, demonstraram um elevado grau de interesse na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da rede de joalherias Vivara, que estreia nesta quinta-feira na B3. No entanto, foram os fundos brasileiros que acabaram levando a maior parte das ações. Mais agressivos em suas ordens, os investidores locais ficaram com uma fatia entre 65% e 70% do volume da oferta, que movimentou R$ 2,3 bilhões – incluindo de cara até mesmo a colocação do lote suplementar . Uma leitura para o desfecho é de que os estrangeiros colocam demandas reais em suas ordens, ao passo que os brasileiros, esperando um possível rateio, inflam suas ordens. A oferta da Vivara teve grande divulgação, chegando até mesmo nas redes sociais.

Joia rara. A ideia, apontada no próprio prospecto do IPO, era de que os investidores do varejo, as pessoas físicas, pudessem ficar com até 20% das ações. No entanto, a fatia para esse público ficou restrita a 13%. A divisão entre esse grupo foi 5% sem lock-up (sem restrição para a venda), 5% com lock-up de 45 dias e 3% com lock-up de 120 dias. Essa restrição maior foi para o público do chamado “private”, cuja alocação na oferta foi entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões. Ou seja, esses investidores poderão vender suas ações apenas a partir de fevereiro do ano que vem. Esse lock-up existe para evitar que muitos investidores “flipem”, uma estratégia na qual o comprador da ação no IPO vende o papel logo na estreia em bolsa, o que gera pressão no preço da ação.

Os bancos que coordenam a oferta são o Itaú BBA (líder), Bank of America Merrill Lynch, XP Investimentos e JPMorgan.
Procurada , a Vivara não comentou.

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