Após aporte de R$ 30 mi, Placi trabalha para triplicar atendimentos anuais

Após aporte de R$ 30 mi, Placi trabalha para triplicar atendimentos anuais

Luísa Laval

11 de julho de 2022 | 16h50

Hospital Placi Botafogo, que atende pacientes de longa permanência   Foto: Hospital Placi/divulgação

O Placi, hospital de transições de cuidados sediado no Rio de Janeiro, inaugura nesta terça-feira (12) a expansão da unidade Botafogo, que eleva atual a operação da rede de 79 para 127 leitos, sendo 37 em Niterói e 90 em Botafogo. A empresa tem como clientes pacientes de longa permanência, ou seja, que já saíram de um hospital tradicional, mas ainda não têm autonomia e mobilidade para a alta. Para essa primeira fase da expansão, a rede contou com aporte de R$ 30 milhões da gestora Blue Like an Orange.

Hospital terá três novas unidades

Além da expansão da unidade Botafogo, os investimentos captados pelo Placi possibilitarão o projeto e a montagem das próximas unidades, sendo uma na Barra da Tijuca (RJ), e duas no Distrito Federal, nas regiões do Lago Sul e Águas Claras. As duas primeiras estão em construção e serão inauguradas até o início de 2023 e a terceira está em fase de aprovação de projeto, aumentando o número de leitos para 360 e ampliando o potencial de internação para 1,8 mil pacientes por ano, o que triplicará o tamanho da rede.

Fundado em 2013, o Placi é controlado pela Finhealth, gestora de venture capital, e é considerado um dos potenciais alvos de fundos de private equity. O nicho de hospitais de transição está no radar de investidores desde o ano passado por ser um setor embrionário e com forte potencial de crescimento, já que, com o envelhecimento da população, haverá o aumento da demanda por redes desse tipo. Hoje, cerca de 20 empresas seguem o modelo, totalizando cerca de 2 mil leitos.

Segmento é voltado para cuidados paliativos e reabilitação

Os hospitais e clínicas têm em geral três frentes: cuidados paliativos, voltados a pacientes com doenças avançadas ou terminais; pacientes em reabilitação, que demandam serviços pós-operatórios para retornarem à vida cotidiana; e pacientes crônicos, que possuem grau alto ou médio de dependência e cuidados médicos. Como o acompanhamento acontece fora do hospital tradicional, sai mais barato para as operadoras de planos de saúde contratarem esse tipo de serviço.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast  no dia 11/07/22, às 11h44

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