Após Cruzeiro, outros times se interessam por operação financeira com direitos de jogadores

Após Cruzeiro, outros times se interessam por operação financeira com direitos de jogadores

Matheus Piovesana e Ícaro Malta, especial para o Broadcast

04 de julho de 2021 | 05h30

Foto: Alex Silva/Estadão

Após o time do Cruzeiro levantar R$ 1,5 milhão com a venda de tokens de futuras transferências de jogadores de sua base, em uma espécie de certificado de recebíveis digital, outros clubes brasileiros estão de olho na jogada. Um time nordestino que disputa a Série A do Campeonato Brasileiro já fechou contrato com a Liqi, empresa que estruturou a operação do Cruzeiro, para lançar tokens ainda neste mês.

Um token é como uma cota ou certificado de recebíveis, mas que é emitido através da tecnologia digital blockchain, a mesma que permite a existência e a negociação do bitcoin através da internet. Diferente das criptomoedas, porém, os tokens têm lastro em outros ativos – neste caso, os royalties da venda de jogadores de futebol. O Cruzeiro, por exemplo, topou dividir os direitos de 219 deles com 1,9 mil investidores.

A Liqi não revelou o nome do próximo time a emitir um token. Procurados, Sport, Fortaleza e Bahia afirmaram que não têm planos ou conhecimento sobre emissões do tipo. O Ceará não respondeu até a publicação desta nota.

Clubes enfrentam dificuldades na pandemia

Todo recurso é bem-vindo para os clubes brasileiros após um ano difícil. O Cruzeiro teve déficit de R$ 227 milhões em 2020 diante do impacto da covid-19 e do rebaixamento à Série B, no ano anterior, que fez secarem os direitos de televisão e as receitas publicitárias. Emitir tokens foi uma forma de conseguir fôlego para os próximos meses.

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 02/07/2021 às 18h12

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