Após encerrar assunto com a Laureate, Ser parte para as compras

Cynthia Decloedt

01 de novembro de 2020 | 05h40

Com o fim da novela da venda das universidades FMU e Anhembi Morumbi, da norte-americana Laureate, para a Ânima Educação, a Ser Educacional irá às compras. A Ser, que tinha um acordo de preferência nessa compra que se transformou em litígio, ganhou outro posicionamento no mercado com o fim do negócio. Além de poder colocar no caixa a multa de R$ 180 milhões e ter a opção de adquirir cinco universidades da Laureate, tira a Ânima da briga por outros ativos do setor. Isso porque a Ânima, que era bem ativa na disputa pelas melhores oportunidades desse mercado, deverá passar algum tempo digerindo a aquisição da norte-americana. Enquanto isso, a Ser está de olho em negócios principalmente no Norte e no Nordeste, alguns ligados à saúde, e na educação continuada.

Foi mal… Pelo acordo assinado para encerrar os processos judiciais e arbitrais em cima do contrato de compra que a Ser tinha com a Laureate no Brasil, a empresa controlada pelo empresário Janquiê Diniz poderá optar por ficar com a Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) e do Centro Universitário dos Guararapes (UniFG), ao invés da multa. Ainda, terá direito de preferência na aquisição do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter) e o FADERGS, no Rio Grande do Sul, e o IBMR, no Rio de Janeiro, também da Laureate.

Mas bom…. No resumo da ópera, potencialmente poderá agregar mais 55 mil alunos na sua carteira. Atualmente, são 180 mil. O resultado foi visto como um bom negócio: ela cresce em tamanho, dilui custos e eleva eficiência na utilização do sistema acadêmico e didático.

Aquecido. O mercado de ensino superior está batendo recorde de transações de fusões e aquisições este ano. Além da Ser e Ânima, Unicsul, Yducs, Afya, Cogna e Cruzeiro do Sul têm buscado se posicionar nesse mercado. A Cogna, entretanto, já está bem alavancada. A Cruzeiro do Sul prioriza sua chegada à Bolsa, tendo as aquisições como um segundo passo. A Afya, por sua vez, tem um foco bem claro em cursos de medicina.

Grande universo. O Brasil tem 2,4 mil faculdades espalhadas no País. Mas entre elas, as que chamam a atenção têm como principal negócio o ensino à distância e as chamadas EDTechs.

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