Após leilão, Algar corre para ativar ‘5G caipira’ e defender posição

Após leilão, Algar corre para ativar ‘5G caipira’ e defender posição

Circe Bonatelli

10 de novembro de 2021 | 14h00

Algar pagou  R$ 65 milhões para arrematar sete lotes de frequência regionais no leilão   Foto: Dida Sampaio/Estadão

Após sair vencedora nas disputas que participou no leilão do 5G, a mineira Algar Telecom está correndo para ativar o quanto antes o sinal da nova geração de internet móvel em sua área de concessão, que pega o Triângulo Mineiro e algumas cidades dos Estados de São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. A Algar pagou R$ 64,7 milhões para arrematar sete lotes de frequência regionais nas faixas de 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz.

Embora a ativação do 5G no interior do País tenha prazos mais dilatados que os estabelecidos para as capitais, a empresa pretende lançar o serviço móvel o quanto antes para iniciar a oferta de serviços e defender a sua posição nas áreas de cobertura. A tele tem 3 milhões de clientes, o equivalente a 1,3% do mercado de telefonia móvel, espremida entre Vivo, Claro, TIM e Oi.

A ideia é começar pela frequência de 2,3 Ghz, hoje amplamente usada para a oferta do 4G. A melhor experiência para o tráfego do 5G será na faixa de 3,5 Ghz, mas ela ainda não está liberada, pois depende de limpeza da frequência, para evitar conflitos com o sinal das antenas parabólicas.

Na visão da Algar, ativar o 5G o quanto antes será um diferencial para preservar e expandir a base de clientes. Mas não basta oferecer a nova tecnologia. Também existe o desafio de montar um pacote comercial com serviços de valor agregado, como aplicativos de vídeo, música e outras funcionalidades. Sem contar que são poucos os celulares aptos à tecnologia 5G no mercado.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 10/11, às 09h12.

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