Após pandemia, mercado quer ofertas de ações “mais rápidas”

Após pandemia, mercado quer ofertas de ações “mais rápidas”

Fernanda Guimarães

22 de dezembro de 2020 | 05h30

B3, após renovar o local do antigo pregão. Crédito da foto Gustavo Scatena/Divulgação B3

B3, após renovar o local do antigo pregão. Crédito da foto Gustavo Scatena/Divulgação B3

 

Após um ano bastante volátil na Bolsa, uma demanda ficou mais latente e será uma agenda a ser trabalhada no mercado em 2021: a redução do tempo de realização de uma oferta de ação para as empresas já listadas, o follow on. Hoje, as ofertas subsequentes, como são chamadas, levam cerca de duas semanas para serem colocadas de pé. Desde 2015 uma mudança na regra de emissões ajudou a enxugar o prazo. Agora, a ideia é diminuir ainda mais esse tempo, para algo em torno de cinco dias. “Essa demanda ficou mais evidente na pandemia”, diz o presidente da B3, Gilson Finkelsztain. “O mercado muito volátil faz com que os emissores tenham mais preocupação e duas semanas se tornaram um prazo muito longo.” Nos Estados Unidos, esse tipo de oferta sai em até três dias após o anúncio ao mercado.

Sabor dos ventos. Quanto menor o tempo para se fazer a oferta, menor será o tempo de exposição à volatilidade, que pode jogar o preço da ação para baixo e afetar a precificação. Segundo Finkelsztain, essa é uma agenda para o aperfeiçoamento do produto.

Injeção no caixa. Na pandemia, o uso de ofertas de ações ajudou muitas empresas listadas a conseguirem caixa no pior momento da crise. Diversas foram operações de grande porte. Em junho, a Via Varejo, que estava com muitas lojas fechadas por conta da quarentena, fez uma oferta de ações e colocou R$ 4,5 bilhões no caixa.

Reforço geral. No mesmo mês a Centauro, na mesma situação, reforçou seu balanço com R$ 900 milhões. A Lojas Americanas fez uma oferta jumbo de R$ 7,8 bilhões em julho. A IMC, dona da Pizza Hut e Frango Assado, conseguiu levantar R$ 384 milhões.

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