Após perder disputa por Oi Móvel, Highline mira leilão do 5G

Após perder disputa por Oi Móvel, Highline mira leilão do 5G

Circe Bonatelli

14 de outubro de 2021 | 05h20

Empresa quer atuar como fornecedora de infraestrutura a provedores regionais  Foto: John Sibley/Reuters

A Highline do Brasil – empresa de construção e operação de torres e antenas de telecomunicações – está com a artilharia a postos para entrar no leilão do 5G, previsto para acontecer no próximo mês. A empresa vê no certame a oportunidade de retomar o projeto que acabou frustrado, com a perda da disputa pela Oi Móvel no ano passado. Na ocasião, seu lance foi superado pela união das rivais Claro, Vivo e TIM, que compraram a Oi Móvel por R$ 16,5 bilhões.

No leilão do 5G, a Highline buscará comprar radiofrequências e construir uma rede neutra para atuar como fornecedora de infraestrutura aos provedores regionais de internet, que não têm cacife para entrar no certame por conta própria. Nos últimos meses, a companhia vem negociando parcerias com esses provedores, e em breve deve divulgar seus primeiros contratos, conforme apurou a Coluna.

Modelo de negócio

O modelo de negócios é semelhante ao que ela buscava com a Oi Móvel: ser proprietária de um conjunto de torres, antenas e radiofrequências que possam ser “alugados” para as operadoras que prestam o serviço de telefonia e dados ao consumidor final. A Highline já tem mais de 5 mil torres em operação, o que a coloca entre as maiores do mercado. Aliás, quase 900 foram adquiridas da própria Oi, em leilão que movimentou R$ 1 bilhão.

Em outra frente de seu modelo de negócios atual, a Highline também busca fechar contratos com provedores regionais de grande porte que decidam arrematar as radiofrequências por conta própria no leilão do 5G, mas queiram contar com um parceiro para assumir os pesados compromissos de instalação de infraestrutura previstos no edital da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). É aí que estarão os grandes desembolsos. Isso porque o leilão não cobrará muito pelas outorgas, mas exigirá investimentos na casa dos bilhões de reais em compromissos de ativação das redes.

A Highline é uma investida da norte-americana Digital Bridge, plataforma de investimentos especializada em infraestrutura de telecomunicações, com US$ 30 bilhões em ativos sob gestão no mundo.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 13/10/2021 às 15h43.

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