Após seguros, Caixa quer levar BRK Ambiental e VLi à Bolsa

Após seguros, Caixa quer levar BRK Ambiental e VLi à Bolsa

Aline Bronzati

16 de maio de 2021 | 05h00

FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO


Depois de emplacar a abertura de capital do seu negócio de seguros, a Caixa Econômica Federal quer levar a empresa de saneamento BRK Ambiental e a de logística VLi à Bolsa. Ambas fazem parte no portfólio do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), gerido pelo banco público. Caso avancem, podem movimentar alguns bilhões de reais. O momento almejado é o segundo semestre. As ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) ainda dependem de aprovação do Comitê de Investimentos do FI-FGTS. Há uma reunião ordinária agendada para 24 de junho, mas pode acontecer algum encontro extraordinário, como em fevereiro e março.

Controlada pela Vale, a VLi é vista como um ativo “maduro” e que atingiu todas as expectativas de retorno. Ou seja, já estaria pronto para um IPO. O FI-FGTS tem 15,90% e é sócio com a mineradora, Mitsui, Brookfield e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A oferta pode girar R$ 2 bilhões e metade dos recursos irão ao caixa da empresa.

Já no caso da BRK, uma das maiores empresas privadas de saneamento no Brasil, a oferta tende a ser apenas secundária, aquela em que o dinheiro vai para o bolso dos acionistas, para viabilizar a saída do FI-FGTS. A empresa é fruto da compra do controle da Odebrecht Ambiental pela Brookfield, em abril de 2017. Na ocasião, o FI-FGTS manteve sua fatia de 30% no negócio. Até aqui, a ideia é vender, em um primeiro momento, metade dessa participação.

Leilão da Cedae demonstrou apetite por ativos de saneamento

Um bom termômetro quanto ao potencial do IPO da BRK, de acordo com fontes, é o sucesso do leilão da Cedae, o maior projeto de infraestrutura do País e que levantou R$ 22,7 bilhões.

Como no IPO da Caixa Seguridade, nas ofertas de ações da BRK e da Vli, o banco público também quer explorar o varejo. A ideia é vender 30% das operações a esse público, indo além dos 10% tradicionalmente ofertados a esses investidores.

A Caixa Seguridade atraiu mais de 149 mil pessoas físicas para o seu IPO, que movimentou R$ 5 bilhões, no fim de abril. Até então, tamanho público foi visto só na abertura de capital da então BM&F, que atraiu 250 mil pessoas físicas. Procurada, a Caixa não comentou. BRK Ambiental e VLi também não se manifestaram.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 14/05, às 12h06.

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