Após sucesso da Casa Privalia, varejista online vai expandir lojas ‘pop up’

Após sucesso da Casa Privalia, varejista online vai expandir lojas ‘pop up’

Talita Nascimento

10 de novembro de 2021 | 05h15

Casa Privalia, loja ‘pop up’ da varejista online   Foto: David Melo Mourão

Se ter uma operação online forte é o sonho de todo varejista, a plataforma Privalia percebeu que ter o contato físico com o consumidor também faz a diferença na hora do resultado, principalmente quando se trata de roupas e calçados. Após o sucesso da segunda edição do “Casa Privalia”, no fim de outubro, a empresa resolveu organizar um roteiro itinerante de lojas ‘pop up’, aquelas que têm tempo determinado de duração.

Além de São Paulo, agora a Casa Privalia vai acontecer em Minas Gerais, no Distrito Federal e na região Sul. O objetivo é criar uma nova vertical de negócios, para trazer reconhecimento de marca e se aproximar de clientes em praças estratégicas para a companhia. A expectativa é que a nova linha de receitas se torne importante dentro dos resultados.

Na segunda edição do evento, foram vendidas mais de 64 mil peças. Foi o dobro do realizado em 2019 e representou a saída de 80% do estoque, ante 45% na edição de dois anos atrás. Os descontos foram de até 90%, em marcas como Arezzo, Clinique, Cantão, Hering e Levi’s, entre outras.

A iniciativa é bem-recebida pelos analistas de varejo, que veem a combinação de espaços físicos com a estratégia digital para atender os clientes em múltiplos canais como uma tendência do comércio online.

IPO adiado

Em julho, a companhia adiou pela segunda vez seu IPO (oferta inicial de ações, da sigla em inglês). A Privalia não conseguiu que investidores pagassem o preço mínimo pedido por suas ações e a transação foi suspensa. Embora o negócio de plataformas e comércio eletrônico seja considerado promissor, o crescimento do GMV (volume bruto de mercadoria) da Privalia foi visto como baixo pelo mercado.

No segundo trimestre, a Privalia teve Ebitda, o lucro operacional medido antes de impostos, amortização e depreciação, de R$ 4,5 milhões. Foi uma queda de 58,4% frente ao mesmo período do ano passado, por conta de investimentos em marketing. Mas saiu de um prejuízo líquido de mais de R$ 1 milhão no segundo trimestre de 2020, para lucro líquido de R$ 549 milhões no mesmo trimestre deste ano.

Segundo a empresa, o prejuízo desse período foi decorrente de uma operação não recorrente, que gerou um efeito contábil no resultado financeiro. Ele se refere à prestação de serviços da matriz para a operação brasileira, além do pagamento de royalties, no período entre 2008 e 2015. Desde 2016, quando começou a dar lucro no Brasil, a empresa passou a fazer os pagamentos anuais à matriz. No entanto, para havia o saldo do período entre 2008 e 2015 – que foi zerado.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 09/11, às 17h44.

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