Após surfar na alta, fundo Alaska vende ações do Magalu e cresce em Petro

Após surfar na alta, fundo Alaska vende ações do Magalu e cresce em Petro

Coluna do Broadcast

14 de novembro de 2019 | 04h00

Por Fernanda Guimarães

A gestora Alaska, que ficou conhecida por ter surfado na valorização das ações do Magazine Luiza em meio ao seu bem-sucedido processo de transição em uma operação de e-commerce com lojas físicas, vendeu uma parcela grande de sua participação na varejista. O movimento, no entanto, ocorreu na semana passada e não ontem, como se especulou no mercado. O boato ganhou força por conta do elevado volume de negociação da ação do Magazine Luiza no pregão, dia em que a varejista precificava sua oferta, e pela queda de 3,6% registrada no dia. A posição, contudo, não está zerada e segue entre as “top 5” da carteira, segundo o gestor do Alaska, Henrique Bredda. Petrobras (a preferencial, a ‘PETR4’) é que agora ocupa a maior exposição do fundo. O Alaska aproveitou para ir às compras quando enxergou a oportunidade de aumentar posição após a queda da ação da petrolífera provocada pelo resultado do leilão da cessão onerosa.

O retorno. Em relação ao Magazine Luiza, os olhares estarão atentos para o desempenho da ação nos próximos dias. Não está descartada a possibilidade de “voltar grande no Magalu”, diz Bredda. Nesse tempo, o gestor também quer entender melhor como será feita a alocação dos bilhões que chegam ao caixa da companhia, após a oferta de ações ser concluída.

Leia mais: Magazine Luiza conclui oferta de R$ 4,7 bi e atrai fundos tech para base acionária

Timing.  Para um fundo de investimento, uma das questões chave na gestão, além da seleção do papel, é a escolha do momento da compra e venda da ação. O fato é que desde o fim de 2015, quando entrou na ação, o Magalu registrou valorização de nada menos do que 16.000%. Ou seja: não foi à toa a curiosidade sobre o momento em que o Alaska desmontaria essa posição. Ontem, a oferta subsequente do Magazine movimentou R$ 4,7 bilhões, sendo que R$ 4,3 bilhões irão para o caixa da companhia e R$ 430 milhões para o bolso da família Trajano.

Demanda em oferta do Magalu supera em duas vezes a oferta

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