Após venda ao Itaú, Citi dobra ativos no Brasil e operação já é a sétima no mundo

Após venda ao Itaú, Citi dobra ativos no Brasil e operação já é a sétima no mundo

Altamiro Silva Junior e Aline Bronzati

16 de agosto de 2021 | 13h35

“Decisão de sair do varejo foi muito acertada”, diz Marcelo Marangon  FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Quase cinco anos depois de anunciar a venda da sua operação de varejo ao Itaú Unibanco, no fim de 2016, o Brasil já é o sétimo maior mercado do Citi no mundo sob a ótica de banco de atacado, voltado a empresas. À frente, estão quatro hubs regionais, Estados Unidos, Londres, Hong Kong e Cingapura, e dois países onde tem atuação historicamente forte, México e Índia.

Para estar nesse grupo, o Citi dobrou seus ativos totais no Brasil desde a venda. Dos R$ 47 bilhões no fim de 2017, quando transferiu a operação ao Itaú, hoje, tem mais de R$ 100 bilhões. O número é inédito nos 106 anos do banco no País. Na melhor performance do seu banco de varejo, em 2012, chegou a pouco mais de R$ 60 bilhões em ativos.

O crescimento veio graças ao reforço da sua operação de atacado, preenchendo lacunas existentes. Contribuiu ainda o empurrão da pandemia, no ano passado, que turbinou a demanda por crédito por parte de grandes empresas e multinacionais no País. “Investimos em todas as linhas de atacado e o negócio mostra que a decisão de sair do varejo foi muito acertada”, diz o presidente do Citi no Brasil, Marcelo Marangon, em entrevista exclusiva ao Broadcast, ao fazer uma retrospectiva dos últimos anos.

O foco foi, conforme o executivo, realocar capital para o crescimento do seu core business: o atacado. Desde que se desfez do varejo, o Citi reorganizou o atendimento a empresas no Brasil e se focou em três segmentos. No chamado large corporate, atende empresas que faturam acima de US$ 1 bilhão por ano. São 1.200 clientes nesse grupo, que inclui companhias locais, multinacionais e ainda dos setores público e financeiro. Na sequência, está o chamado middle, que abrange empresas de médias para grandes, com faturamento anual entre US$ 50 milhões e US$ 1 bilhão.

Endinheirados

Por último, está o segmento de private banking, por meio do qual o Citi dá suporte a 500 famílias endinheiradas do País. Com um negócio mais maduro para investimentos no exterior (offshore), o banco também está voltando a desenvolver uma área local, ou seja, onshore, no jargão de mercado, conforme Marangon.

“Crescemos nestes três segmentos, realinhamos a liderança, o que nos propiciou expansões substanciais em ativos, carteira de crédito, depósitos, tesouraria”, diz Marangon, que comando o banco desde a venda do varejo ao Itaú. “São resultados bastante importantes e que aumentaram a relevância do Citi Brasil tanto no contexto global do banco quanto do mercado brasileiro”.

O Brasil é o sétimo mundial na área de atacado do banco, mas em alguns negócios específicos está em posição mais alta no ranking global: é o 2º maior volume em financiamento ao comércio exterior, o 4º maior em financiamento de multinacionais e no banco de investimento. No mercado doméstico, segundo Marangon, o Citi mantém a liderança no mercado de câmbio, na custódia de investidores estrangeiros e está entre os quatro maiores de derivativos.

Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 12/08/21 às 15h42.

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