Aproveitando onda positiva, Marfrig deve emitir US$ 500 mi em greenbonds

Aproveitando onda positiva, Marfrig deve emitir US$ 500 mi em greenbonds

Coluna do Broadcast

28 de julho de 2019 | 10h40

Na onda positiva que se instalou no mercado de dívida externo brasileiro, a Marfrig prepara-se para captar US$ 500 milhões em títulos de dívida com carimbo de comprometimento com o meio ambiente, os chamados “greenbonds”. A operação é esperada para a semana que vem e, se confirmada, será a quarta captação feita nesse mercado por empresa brasileira desde que o indicador de risco brasileiro atingiu seu menor patamar recente, no início de julho. Desde então, JBS, Cosan e Usiminas emitiram US$ 3,5 bilhões em bônus e outras companhias, como BRF e JSL, estudam aproveitar o bom momento. Com o risco Brasil em níveis semelhantes aos praticados quando o País ainda tinha o grau de investimento – selo de bom pagador -, as companhias têm captado com os menores custos históricos. Procurada, a Marfrig não comentou.

Mais verde. A emissão brasileira de greenbond no exterior mais recente foi da Klabin, em março, de US$ 500 milhões. A primeira empresa do País a emitir esse tipo de papel com selo verde no exterior foi a BRF, em 2015, no montante de 500 milhões de euros. Depois, Suzano, Fibria, Klabin e até o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) usaram o selo de sustentabilidade para captar recursos lá fora.

Responsabilidade. Embora o fato de ser sustentável ainda não traga qualquer vantagem financeira, como redução de custo para o emissor, o público de investidores interessados em empresas ambiental e socialmente responsáveis é crescente.

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