Assembleia da Odebrecht deve ser suspensa – e o motivo não é o coronavírus

Assembleia da Odebrecht deve ser suspensa – e o motivo não é o coronavírus

Cynthia Decloedt

15 de março de 2020 | 04h30

A assembleia de credores do grupo Odebrecht que aconteceria na quarta-feira, dia 18, deve ser adiada em uma semana, para o dia 25. Ao contrário de outros tantos eventos que estão sendo postergados, porém, o motivo não é a pandemia de coronavírus. O conglomerado deverá pedir mais uma semana aos credores para concluir as negociações com os detentores de US$ 3 bilhões em títulos de dívidas (bonds) da empresa, emitidos pelo braço financeiro do grupo e garantidos pela construtora OEC, que não está em recuperação judicial.

Maioria. A OEC precisa da adesão de credores ao equivalente a 60% dessa dívida para arrastar os outros para o mesmo acordo. Essa negociação é relevante para o grupo, porque dividirá com esses credores futuros resultados de desempenho da OEC.

Arestas. Existem questões sendo alinhadas também nas negociações com os bancos, que têm as ações da Braskem e da Atvos, o braço de etanol, em garantia de recursos emprestados no passado. No caso da Braskem, a Petrobras, que divide o controle da petroquímica com a Odebrecht, também tem sentado à mesa. As ações da Braskem garantem uma dívida de cerca de R$ 13 bilhões dos bancos. A assembleia de credores da Atvos está marcada para 27 de março. Procurada, a Odebrecht não comentou.

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