Associação volta a pedir investigação em operação feita por BB com BTG

Associação volta a pedir investigação em operação feita por BB com BTG

Cynthia Decloedt

09 de setembro de 2020 | 05h05

 Foto: FABIO MOTTA/AGENCIA ESTADO/AE

No início de julho, o Banco do Brasil vendeu uma carteira de créditos vencidos de R$ 2,9 bilhões para o BTG Pactual. No fim daquele mês, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) pediu que o negócio fosse investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Agora, reforçou a demanda incluindo também o Banco Central no pedido de investigação.

Testemunha. A principal alegação da ANABB vem sendo a de não houve concorrência no processo de cessão dessa carteira, já que a venda não foi feita por meio de leilão. Ao reiterar o pedido e chamar o BC para olhar o caso, encaminhou simultaneamente o testemunho de um fundo, com mais argumentos à tese de uma suposta falta de “transparência” no processo.

Inimigo oculto. O fundo, que quer ser mantido no anonimato, questiona a resposta do Banco do Brasil encaminhada ao mercado em julho, na qual alega ter apresentado a carteira a quatro empresas especializadas. O escolhido foi o que apresentou a melhor proposta de pagamento. O denunciante disse que a praxe do mercado para a venda de uma carteira tão grande e de uma única vez é por meio de leilão. Para ele, é desse modo que procedem vários outros bancos e empresas de varejo, uma vez que existem mais do que quatro competidores na área. Segundo ele, são atualmente mais de 20 empresas atuantes nesse mercado, incluindo fundos internacionais. Procurado, o BB reiterou a explicação dada anteriormente com o passo a passo da venda, lembrando ainda que foi acompanhada pela Pricewaterhouse Coopers.

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