Atlantica, operadora das redes Hilton e Radisson, vai inaugurar 22 hotéis no próximo ano

Atlantica, operadora das redes Hilton e Radisson, vai inaugurar 22 hotéis no próximo ano

Circe Bonatelli

21 de dezembro de 2021 | 05h00

 

Hilton Garden Inn Rebouças

Hilton Garden Inn Rebouças, administrador pela Atlantica Hotels. Crédito: Divulgação

A Atlantica Hotels, que trabalha com as marcas Hilton, Radisson, Confort, Quality, Go Inn, entre outros, planeja inaugurar 22 hotéis no ano que vem. Só neste ano foram 17 aberturas, de um total de 25 programadas. Algumas unidades escorregaram para os meses seguintes, mas os preparativos seguem de pé.

O número elevado de negócios dá a impressão que o setor hoteleiro não vive uma crise profunda. Mas vive. As inaugurações recentes são projetos que estavam em andamento antes da chegada da pandemia. Por sua vez, as próximas aberturas estão mais ligadas à visão de que o pior já ficou para trás, e que o mercado continua atrativo no longo prazo.

“Estamos saindo de quase dois anos terríveis para o setor, mas não mudamos nossa visão de longo prazo para o mercado brasileiro”, afirma o presidente da companhia, Eduardo Giestas, em entrevista exclusiva ao Broadcast. “O Brasil ainda tem poucos hotéis de qualidade per capita em comparação com países vizinhos. Então continuamos apostando.”

A meta da Atlantica Hotels é atingir 40 mil quartos em 2025. A companhia está fechando 2021 com 27,4 mil quartos em 165 hotéis. Trata-se da segunda maior rede no Brasil, atrás apenas da Accor – dona de marcas como Ibis, Novotel, Mercure – com 340 empreendimentos.

A receita da Atlantica em 2021 vai crescer 40% ante 2020 – quando os empreendimentos ficaram fechados pela maior parte do ano -, mas ainda ficará 30% abaixo de 2019, período pré-pandemia.

A notícia positiva é que o movimento de volta dos hóspedes desde o começo do semestre é crescente. A ocupação da rede nesta reta final de 2021 está em torno de 58% dos quartos, patamar próximo à média histórica de 65%. Para Giestas, há demanda reprimida por lazer, após as pessoas passarem vários meses dentro de casa. O dólar alto e as restrições a viagens internacionais também têm impulsionado o turismo dentro do Brasil.

Ano Novo

Nem mesmo o cancelamento das festas de réveillon em diversas capitais afastou os hóspedes. “Mesmo com a suspensão dos eventos, as pessoas estão mantendo suas viagens e procurando atividades alternativas para a virada do ano”, diz Giestas.

Os resultados da Atlantica só não estão melhores porque a recuperação da hotelaria em São Paulo está lenta. As viagens à capital paulista são relacionadas ao mundo dos negócios e a grandes eventos, que só começaram a acontecer presencialmente neste fim de ano.

A companhia não trabalha, até o momento, com perspectiva de uma terceira onda de covid-19 com restrições severas da mobilidade, como ocorreu no começo de 2021. Dada a vacinação avançada, a hipótese de novos lockdowns foi cortada do cenário-base, embora a direção esteja atenta ao comportamento da variante ômicron.

A principal preocupação para 2022 é o preço da diária. Em termos nominais, o valor cobrado é praticamente o mesmo de 2019, o que implica em compressão de margens, já que subiram os custos de mão-de-obra, energia e alimentos, entre outros itens. É necessário reajustar as diárias em torno de 12% a 15%, tarefa nada fácil em meio à piora da economia brasileira. “Vamos buscar recuperar a inflação acumulada nesses dois anos, que é muito alta”, afirma.

 

Correção às 9h10 de 21/12/2021: A Atlantica é administradora das marcas Hilton e Radisson, entre outras, e não dona dessas bandeiras como havia informado erroneamente o título.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 17/12, às 10h49.

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