Aura Minerals tem demanda para concluir IPO

Aura Minerals tem demanda para concluir IPO

Fernanda Guimarães

30 de junho de 2020 | 08h56

FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO.

Na primeira oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) destinada apenas a investidores profissionais, a mineradora de ouro Aura Minerals, que já é listada na bolsa de valores de Toronto, no Canadá, tem demanda por suas ações perto de superar em duas vezes os papéis que serão ofertados, no seu caso os BDRs, que são os títulos que representam ações listadas fora do País.

Salgado. O preço da cada papel deverá ficar entre R$ 820 a R$ 990 e a oferta deverá levantar perto de R$ 1 bilhão. Mais da metade da oferta é secundária, ou seja, para a venda de ações detidas pela Monazita Resources, de acordo com o prospecto da oferta. Apesar de ter restrição de venda no Brasil (pelo modelo apenas 50 investidores profissionais poderão comprar a ação no IPO), não há limitação no exterior, logo a demanda deve crescer.

Reluz. Por ser uma oferta com esforços restritos de colocação e o período de roadshow ter sido muito mais curto do que em um IPO tradicional – apenas uma semana – a estratégia foi de lançar a oferta já com demanda suficiente. O BDR será precificado na quarta-feira, dia 02. O preço do ouro, que vem subindo em meio à crise, ajudou na hora de “vender” a companhia junto a investidores. A ação, com o código “AURA33”, começará a ser negociada na B3 no dia 06 de julho e por 18 meses só poderá ser negociada entre investidores qualificados. Com o IPO, maior parte da liquidez da empresa, cerca de 60%, ficará no Brasil, conforme estimativas. A Aura será a primeira fabricante de ouro listada na bolsa brasileira.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

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