Avianca não reage e corre risco de perder todos slots

Avianca não reage e corre risco de perder todos slots

Coluna do Broadcast

31 de maio de 2019 | 04h00

A Avianca Brasil parece ter jogado a toalha. Após uma semana da suspensão cautelar das atividades imposta pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), autoridades dizem não perceber qualquer reação da aérea em tentar reverter a situação. A Avianca teria de entregar documentos que comprovem capacidade para voltar a operar. Agora, o calendário passa a ser um problema crescente. As regras preveem que a empresa perde o direito dos horários de pouso e decolagem, os slots, caso não opere com regularidade. Em Congonhas, é preciso cumprir 90% dos voos. Grosso modo, isso quer dizer que as autorizações serão perdidas se não voar por quatro semanas. Hoje, a empresa completa os sete primeiros dias inoperante no terminal. E, sem slots, não restará nada relevante para vender.

Praticamente perdeu. Situação mais delicada ocorre em Guarulhos, onde a Avianca deixou de voar em 28 de abril. Se não retomar voos em cerca de dez dias, perderá as autorizações no maior aeroporto da América Latina. Nesse caso, os horários voltam para o chamado “banco de slots” e poderão ser redistribuídos.

Quero a recuperação. Procurada, a Avianca diz que a empresa segue “totalmente focada em dar continuidade ao plano de recuperação judicial”. Em nota, a aérea não menciona planos para voltar a voar. Já a Anac informou que ainda não recebeu informações da Avianca que “mostrem ou comprovem como pretende retomar suas operações”.//Fernando Nakagawa e Cynthia Decloedt

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