B3 estuda segmento específico para empresas de tecnologia

B3 estuda segmento específico para empresas de tecnologia

Coluna do Broadcast

10 Outubro 2018 | 04h00

Entre as iniciativas para enfrentar a onda de empresas brasileiras que estão optando em abrir seu capital fora do País, a B3 estuda a possibilidade de lançar um segmento de listagem específico para empresas de tecnologia. Esse setor é o que mais tem demonstrado inclinação na hora de escolher as bolsas dos Estados Unidos para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Essa novidade é um movimento da B3 que ocorre em paralelo às mudanças estudadas no mercado de acesso, batizado de Bovespa Mais, dedicado às pequenas e médias empresas e que até hoje não decolou. Neste ano, duas brasileiras do setor de tecnologia já se listaram em Nova York.

A PagSeguro abriu seu capital na Nyse e a Arco Educacional, na Nasdaq. A percepção é de que os investidores estrangeiros podem comprar de forma direta essas ações no mercado local.

Temperatura. No momento, está na rua o IPO da adquirente Stone, que realizou há pouco mais de uma semana seu pedido de registro na Nasdaq. Essa bolsa americana é reconhecida globalmente por reunir empresas do setor de tecnologia, tal como as gigantes Amazon, Apple, Microsoft, Twitter e Facebook.

A Stone já fez o processo de conversas iniciais com os investidores, conhecido como pilot fishing no jargão do mercado, e sua oferta deve ser lançada logo após o segundo turno das eleições presidenciais.

Fervilhando. O setor de tecnologia tem sido grande destaque, por exemplo, nas transações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) no Brasil. No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o mercado brasileiro foi palco de 411 transações, aumento de 1% em relação ao visto um ano antes, de acordo com dados da consultoria PwC.

No período analisado, o setor de TI se consolidou como o de maior preferência de investimento, com a participação de 21% do total. Um dos principais negócios deste ano foi o aporte do grupo sul-africano Naspers e o fundo brasileiro Innova Capital na Movile, dona de negócios como PlayKids e iFood, pelo valor de US$ 124 milhões. O grupo Movile, aliás, é um dos candidatos a IPO, também fora do Brasil.

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