Banco Inter terá capital de estrangeiro para expandir

Banco Inter terá capital de estrangeiro para expandir

Coluna do Broadcast

17 de maio de 2019 | 04h00

O Banco Inter terá um parceiro estrangeiro na transformação que busca para ser mais do que um banco digital, de olho nos serviços não financeiros. O processo já foi iniciado com a autorização recebida em abril do governo para participação de estrangeiro em seu capital, o que vinha, até então, impedindo o banco mineiro de concretizar a parceria. Para isso, o Inter já contratou as instituições financeiras que irão comandar o processo. A entrada de um sócio “gringo” pode acontecer por meio de uma oferta secundária de ações (follow on) ou um Private Investment in Public Company (PIPE) no exterior. Paralelamente, o Inter prepara o lançamento no segundo semestre de seu super app, plataforma que reunirá vários aplicativos de serviços não financeiros.

Quero ser grande. O movimento é tão relevante para o Banco Inter que João Vítor Menin, seu presidente, tem dito que as pessoas ainda não entenderam a intenção do banco com seu IPO – oferta de ações, na sigla em inglês – realizado em abril do ano passado. Menin não nega, inclusive, que os serviços bancários possam, até mesmo, deixar de ser os protagonistas com a chegada desse novo negócio. Atualmente, o Inter tem mais de 2,2 milhões de clientes e mira ocupar o posto de sexto maior banco, superando a clientela do Banrisul.

Será? Por conta de seu apetite em inovação tecnológica, o conglomerado japonês Softbank, que carrega um cheque de US$ 5 bilhões para investir na América Latina, é apontado pelo mercado como um dos possíveis candidatos. Procurado, o Inter não comenta.

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