Bancos ficam com 70% de CRA do Madero e dão novo fôlego ao restaurante

Bancos ficam com 70% de CRA do Madero e dão novo fôlego ao restaurante

Cynthia Decloedt e Altamiro Silva Junior

25 de fevereiro de 2022 | 05h20

Madero pretendia fazer oferta de ações em janeiro, mas desistiu  Foto: Werther Santana/Estadão

Os bancos que organizaram a oferta de Certificados de Recebíveis do Agronegócio  (CRA) da rede de restaurantes Madero acabaram ficando com boa parte dos R$ 500 milhões dos papéis emitidos. Essas instituições deram garantia firme de colocação no mercado e tiveram de subscrever pouco mais de 70% dos papéis dada a baixa demanda. Esse é um título tipicamente vendido para pessoas físicas, que mostraram resistência por causa dos riscos em meio às notícias de endividamento alto do grupo paranaense.

No fim do ano passado, o fundo norte-americano Carlyle injetou R$ 300 milhões na rede, que foi duramente atingida pela pandemia, como alternativa a uma ideia inicial de captar R$ 1 bilhão por meio de oferta em bolsa (IPO, na sigla em inglês). O Madero pretendia tentar acessar a Bolsa em janeiro deste ano, mas essa segunda tentativa também acabou abortada.

O CRA foi precificado ontem, em papéis com prazo de 5 e 6 anos. Na prática, o Madero emitiu debêntures, que foram compradas pela Eco Securitizadora, que por sua vez emitiu os CRA. Os bancos credores do Madero são BTG Pactual, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú, os mesmo que estavam na estruturação do IPO e que coordenaram a emissão de CRA e acabaram ficando com a maior parte dos papéis.

Pandemia

A dívida bruta do Madero cresceu 45% no ano passado, para R$ 1 bilhão. Segundo a rede, a expansão dos passivos foi uma consequência da necessidade de suportar as operações dos restaurantes durante a segunda onda da pandemia, e da abertura de unidades do grupo, com 35 novos restaurantes no ano passado. No período, o Madero investiu R$ 332,6 milhões nessa estratégia.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 24/02/22, às 19h09.

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