Bancos médios mudam trajetória e voltam à bolsa em ofertas bilionárias

Bancos médios mudam trajetória e voltam à bolsa em ofertas bilionárias

Coluna do Broadcast

12 de fevereiro de 2020 | 04h45

Por Cynthia Decloedt e Fernanda Guimarães

Atraídos pelo sucesso das ofertas de ações do setor financeiro, os bancos médios começam a trilhar o caminho de volta à Bolsa de valores, depois de um amplo movimento de deslistagens que ocorreu há alguns anos. Paraná Banco e Daycoval, que se despediram da Bolsa em 2016 e 2015, respectivamente, já registraram na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) os prospectos para realizarem suas ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês), em transações que devem movimentar R$ 1,5 bilhão e R$ 3,5 bilhões. O de maior porte, contudo, é uma novata na Bolsa, o BV, ex-banco Votorantim, cuja oferta girará R$ 5 bilhões, conforme as estimativas.

Repeteco. O movimento repete o visto em 2007, quando aconteceu o último boom dos lançamentos de ações e também período em que a Bolsa brasileira recebeu o maior número de ofertas iniciais de bancos. Na ocasião foram nove estreias, que movimentaram cerca de R$ 6 bilhões. A maior captação na ocasião foi exatamente a do Daycoval, de R$ 1 bilhão. Foi ainda nesse ano em que o Cruzeiro do Sul, cuja falência foi decretada em 2015, colocou os pés na Bolsa. Das nove, só três – Pan (ex-Panamericano), Pine e ABC Brasil – seguem como companhias abertas.

Outros tempos. Com a crise de 2015 e as ações depreciadas, Daycoval e Paraná deixaram o mercado acionário brasileiro. Agora, com o tom de otimismo, muitas empresas voltaram os olhos para a possibilidade de abrirem capital. A projeção, conforme cálculos de bancos de investimento, é de que as ofertas de ações neste ano na B3 alcancem R$ 200 bilhões, um novo recorde. Ano passado, o volume foi de aproximadamente R$ 90 bilhões. Procurados, os bancos Daycoval, Paraná Banco e Votorantim não comentaram.

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