Bancos sondam investidores para “block trade” de ações de Abílio Diniz no Carrefour

Bancos sondam investidores para “block trade” de ações de Abílio Diniz no Carrefour

Coluna do Broadcast

21 de outubro de 2018 | 12h10

Bancos de investimento sondaram investidores, em setembro, para terem um termômetro do apetite do mercado para um block trade (venda em bloco de ações em leilão na Bolsa) de parte dos papéis detidos por Abilio Diniz no Carrefour Brasil. A Península, holding familiar do empresário, possui 11,47% do capital da operação brasileira da varejista. Esse movimento dos bancos não significa, necessariamente, o interesse do dono da ação na venda – ou seja, pode ser apenas as instituições financeiras provocando o possível vendedor para a operação. O block trade pode ser uma saída mais célere do que uma oferta tradicional de ações, ajudando investidores a terem mais liquidez em suas posições.

Foco global
Nos bastidores, o comentário é de que Abilio teria intenção de concentrar sua participação no negócio global do Carrefour, por meio de ações do grupo na França. O empresário já é membro do Conselho de Administração da varejista no país europeu. Por lá, a família Diniz é a terceira maior acionista, com 7,86% das ações, atrás da holding Groupe Arnault, de Bernard Arnault, com 8,74%, e da família Moulin, com 11,51%.

Liberado
A sondagem ocorre pouco tempo depois de passado o prazo do “lock up” (trava) previsto no acordo de acionistas do Carrefour Brasil, segundo o qual a Península, de Abilio, não poderia transferir mais de 40% de suas ações antes de passados 12 meses do IPO do Carrefour no Brasil. A oferta pública inicial de ações do varejista no País ocorreu ao final de julho do ano passado – ou seja, o “lock up” deixou de ser um impedimento para venda desde o fim de julho deste ano. Procurada, a Península não comentou. (Com Dayanne Sousa)

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