Bancos têm baixo apetite para vender dívida da Novonor

Bancos têm baixo apetite para vender dívida da Novonor

Cynthia Decloedt

18 de março de 2022 | 05h20

Ações da Braskem são garantia dos bancos credores da Novonor  Foto: Daniel Teixeira/AE

Os bancos credores da Novonor têm baixo interesse em vender sua dívida neste momento em que sua maior garantia, as ações da Braskem, estão em patamares elevados. De acordo com interlocutores próximos a algumas das instituições, a venda implicaria desconto, o que não faria sentido e está totalmente fora de cogitação. “Estamos bem cobertos”, afirmou uma fonte. Conforme informação que circulou na mídia ontem (17), o BTG Pactual estaria interessado em adquirir a dívida da Novonor, por meio de sua área que adquire ativos problemáticos.

Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) carregam essa dívida junto à Novonor (novo nome da Odebrecht) há vários anos. Os bancos já rolaram esses compromissos várias vezes, até que acabaram ficando com praticamente o total da fatia de 50,1% da Novonor na Braskem.

A petroquímica, por sua vez, reverteu prejuízos, melhorou margens, reduziu drasticamente sua alavancagem e conseguiu administrar seus problemas em Alagoas. Em 2021, fechou com resultado operacional recorde, de R$ 30,32 bilhões, 176% superior ao de 2020.

Ao mesmo tempo, o processo para uma oferta em bolsa das ações da Braskem para a saída dos sócios Novonor e Petrobras da companhia segue em andamento. Parte dele é a migração da Braskem para o Novo Mercado, segmento de mais alta governança na B3. Procurados, BTG e Novonor não comentaram.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 17/03/22, às 18h55.

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