Banqueiros criticam tabelamento de juros no cheque especial em almoço da Febraban

Banqueiros criticam tabelamento de juros no cheque especial em almoço da Febraban

Aline Bronzati

03 de dezembro de 2019 | 05h39

Críticas às novas regras do cheque especial dominaram as rodas de conversas do almoço tradicional de fim de ano promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). No discurso oficial, porém, o setor foi mais contido: adotou um tom mais leve do que o impresso na nota divulgada na semana passada, na qual classificou as medidas como preocupantes.

Não é ingerência. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse no evento que a nova regulamentação do cheque especial não representa ingerência ou tabelamento, mas uma medida técnica. Ao ser questionado sobre essa fala, o presidente da Febraban, Murilo Portugal, não quis comentar: “o que tínhamos para falar sobre o assunto já foi dito”, respondeu.

Contas. Os bancos estão neste momento debruçados nos cálculos do impacto das novas regras e de como irão colocá-las em prática. Já existe a indicação de que algumas instituições podem não cobrar de forma indiscriminada a tarifa de 0,25% acima do saldo de R$ 500, blindando-se das fintechs que cresceram com o discurso de serviços financeiros sem taxas.

Almoço de domingo. No tradicional encontro de fim de ano, os banqueiros dos grandes bancos de varejo e de investimento compareceram em peso, com exceção dos representantes das instituições públicas. A conversa rendeu mais do que em outros anos. Mesmo com o fim do discurso de Roberto Campos, a alta cúpula dos bancos permaneceu presente após o regulador se juntar ao clã. Na pauta, o ‘novo’ cheque especial e os spreads. o BC aproveitou para se explicar. Um dos participantes disse que o encontro foi de pequenas conversas, mas nenhuma grande revelação. Fora da mesa principal dos banqueiros, um dos temas era o temor de que autoridade monetária ataque outro produto com tabelamento de juros como, por exemplo, o cartão de crédito.

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