Banrisul quer parceiro para acelerar expansão de maquininhas fora do RS

Banrisul quer parceiro para acelerar expansão de maquininhas fora do RS

Cynthia Decloedt

11 de março de 2022 | 05h20

Cláudio Coutinho, presidente do Banrisul; instituição amplia atuação em consignado   Foto: David Pires

O Banrisul testa um projeto-piloto em Santa Catarina, para criar hubs de distribuição de “maquininhas” físicas e serviço de meio de pagamentos digitais, que pode ser acelerado para outros estados caso encontre um sócio estratégico. Em meados de 2020, o Banrisul contratou o JPMorgan para assessorar na busca de um parceiro, que eventualmente pode ter o controle do negócio, de acordo com o presidente do banco, Claudio Coutinho.

“Se o projeto der certo em Santa Catarina, será um modelo que o banco poderá expandir para outras regiões do Brasil e num ritmo mais acelerado se houver acesso a capital e um sócio privado”, disse.  O presidente do Banrisul não vê, entretanto, a chegada de um sócio no curto prazo. No ano passado, a Banrisul Cartões, que administra a Vero Adquirência, fechou com lucro recorde de R$ 281 milhões.

A competitividade e os problemas recentes envolvendo a Stone, não representam entrave. Ambos os eventos são, na avaliação de Coutinho, reflexo de uma agressividade comercial, em parte motivada pela chegada de novos entrantes, e que agora está sendo repensada.

Outro negócio que o Banrisul começa a testar fora de seu Estado é o de consórcios. O banco acaba de fechar uma parceria de cinco anos com a Audac, assessoria especializada em cobrança e recuperação de crédito, para dar uma capilaridade na distribuição de consórcio no País, até então limitada ao balcão de suas agências.  “Todos os grandes bancos de varejo têm operações robustas de consórcio e quando o juro sobe, a tendência é migrar para o consórcio, porque é uma forma de comprar bens sem pagar juro, só o pro rata da alta do custo do bem e a taxa de administração”, diz.

O negócio de consórcios fechou o ano com lucro liquido de R$ 53,7 milhões,  correspondendo a pouco mais de 5% do lucro total do Banrisul, de R$ 990 milhões. Segundo Coutinho, é uma opção para aquisição de bens por empresas de logística e do agronegócio muito atraente neste momento de juro alto e concessão de crédito mais difícil. Ele não abre em quanto essa parceria deve elevar a fatia de consórcios no lucro do banco.

O Banrisul vê poucos riscos à frente em seu balanço e espera atravessar o atual período de grande turbulência com equilíbrio. Com indicadores de inadimplência em patamares recordes de baixa, assim como as provisões para crédito duvidosos (PDD), o banco quer manter o mesmo ritmo de crescimento da carteira de crédito do ano passado, em torno de 25% em doze meses.

“Não vamos contrair crédito e mudar nossa filosofia de crédito esse ano. Nossa carteira é defensiva, é garantida”, afirma Coutinho. As áreas comerciais estão sendo incentivadas para ampliar a concessão junto a pessoas jurídicas, onde o Banrisul tem uma carteira muito abaixo do mercado, segundo ele, e também em consignado.  “Estamos em um movimento de ampliar nossa atuação em consignado para a Marinha, Aeronáutica, Exército e governos do Estado e prefeituras de São Paulo e Rio de Janeiro”, diz. Atualmente, o Banrisul só opera com INSS, Estados e capitais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 10/03/22, às 11h00.

O Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.

Para saber mais sobre o Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.

Contato: colunabroadcast@estadao.com

Tudo o que sabemos sobre:

BancosBanrisulconsórciomaquininhas

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.