Banrisul não evita fracasso de oferta com reestruturação por conta de valor patrimonial

Banrisul não evita fracasso de oferta com reestruturação por conta de valor patrimonial

Coluna do Broadcast

19 de setembro de 2019 | 04h00

Marcado por confusão, o Banrisul teve de reestruturar sua oferta subsequente (follow on) de ações na reta final da operação. O plano original do governo era fechar a transação na terça-feira,mas percebeu um erro no cálculo.

O patamar de referência de valor mínimo da ação para a oferta ser colocada na rua tinha de “casar” com o valor patrimonial da instituição financeira. Essa correlação estava em R$ 18,38. Ou seja, o governo embolsaria valor maior do que patrimônio se a ação fosse vendida acima desse nível. A correlação foi calculada conforme condições de mercado observadas no fim do segundo trimestre.

Descompasso. O problema é que, desde então, o banco gaúcho viu o patrimônio aumentar e, atualmente, seria preciso vender a ação pelo menos a R$ 18,90 para que a venda fosse acima do valor patrimonial. Como o banco tinha demanda para a oferta com os papéis apenas a R$ 18,50, o Banrisul teve de postergar a conclusão da operação em um dia e, ainda, diminuir o volume de ações ofertadas pelo governo gaúcho, para fazer nova tentativa. A venda de ações abaixo do valor patrimonial do banco certamente seria questionado pelo Tribunal de Contas do Estado. A oferta, mesmo assim, fracassou. Procurado, o Banrisul não comentou.

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