Baque na indústria do petróleo frustra mercado de escritórios no Rio

Circe Bonatelli

13 de maio de 2020 | 05h05

Revitalização do Porto Maravilha no Rio era aposta do mercado imobiliário local. Crédito da Foto: Marco de Paula/Estadão

São Paulo, 13/05/2020 – A desvalorização forte do barril do petróleo, somada à crise econômica global com a pandemia do covid-19, adiou os planos de expansão das empresas do setor de óleo e gás e frustrou o mercado de prédios corporativos no Rio de Janeiro. A expectativa era de que as petroleiras passariam a ampliar suas sedes administrativas gradativamente na capital fluminense, com demanda mais forte em 2020, em função das concessões realizadas para exploração no litoral do Estado. Agora, porém, a expectativa é de que essa demanda seja retomada só a partir de 2021, notícia ruim para o mercado de prédios corporativos, que tem mais de 30% de áreas vagas no Rio, o dobro de São Paulo.

Vizinhança. Segundo a BR Properties, maior operadora de edifícios corporativos do País, apenas 10% a 12% da área locada em seu portfólio no Rio em 2019 foi destinada a empresas de óleo e gás. Neste ano a demanda ficou mais fraca do que o esperado. A principal explicação foi a queda em cerca de 60% no preço do barril do petróleo, que já é negociado a menos de US$ 30, inviabilizando parte dos investimentos na exploração.

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