BMG e Tivit enfrentarão seletividade para fazer IPO

BMG e Tivit enfrentarão seletividade para fazer IPO

Coluna do Broadcast

30 Outubro 2018 | 04h00

As ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) do banco BMG e da empresa de tecnologia Tivit, engatilhadas para dezembro, testarão o crivo de um mercado que segue bastante seletivo, apesar de dissipadas parte das incertezas com a definição eleitoral. A realização na bolsa brasileira ontem, dia 29, está provando que o mercado não deu carta branca a Jair Bolsonaro, candidato eleito pelo PSL. Ele terá de mostrar serviço. BMG e Tivit foram as únicas empresas a arquivarem pedidos para abertura de capital neste ano na B3, para conseguirem fazer a emissão ainda em 2018. O restante das companhias na fila deixaram para testar o mercado no ano que vem, com Bolsonaro já no Planalto. O banco digital Agibank, por exemplo, falou, falou, mas postergou sua operação.

Ventos contrários. No caso da Tivit, que há pouco mais de um ano fez uma tentativa de IPO, pesa contra o fato de a empresa estar distante das metas apresentadas aos investidores na ocasião. O lucro líquido até setembro deste ano, por exemplo, está em R$ 76,9 milhões, ainda distante da projeção de R$ 150 milhões para 2018, que tende a ser impacta por ajustes contábeis. No ano passado, a Tivit buscou ser avaliada entre R$ 4 bilhões e R$ 4,7 bilhões, mas chegou a reduzir o preço para cerca de R$ 3 bilhões. A Tivit não comentou por estar em período de silêncio.

Desafio
Já o mineiro BMG, da família Pentagna Guimarães, tende a enfrentar não só o momento ainda difícil no País, mas também precisa convencer os investidores a pagarem o preço almejado.

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