BMG se reúne com bancos e pode valer R$ 5 bi em IPO

BMG se reúne com bancos e pode valer R$ 5 bi em IPO

Coluna do Broadcast

12 Setembro 2018 | 04h00

O BMG, da família Pentagna Guimarães, tem reuniões nesta e na próxima semana com bancos que vão assessorar a sua abertura de capital. A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do banco mineiro, que no passado teve sociedade com o Itaú Unibanco, pode movimentar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, conforme cálculos iniciais. A faixa leva em conta seu lucro líquido recorrente nos últimos 12 meses encerrados em junho, de cerca de R$ 130 milhões. Ou seja, se seguir o “padrão fintech”, a oferta pode movimentar 30 vezes o lucro projetado e avaliar o BMG em quase R$ 5 bilhões. O mineiro já contratou o Itaú BBA, JPMorgan, Brasil Plural e XP Investimentos. Além desses, outros players ainda se movimentam entrar na operação da instituição mineira.

Fila. O banco Inter, da família Menin, puxou a fila dos bancos digitais na bolsa ao emplacar seu IPO em abril último e levantar R$ 721,951 milhões. Depois dele, o Agibank fez uma tentativa, mas cancelou a operação após encontrar uma PagSeguro, do Uol, no meio do caminho. Agora, quer voltar assim que passar a volatilidade com as eleições, o que pode ser em novembro ou, mais tardar, em 2019. O BMG, fundado há quase 90 anos por Antônio Mourão Guimarães, fechou junho com mais de R$ 16 bilhões em ativos totais. Procurado, o banco não comentou.

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