BNDES escolhe JPMorgan como coordenador líder de follow on da Suzano

Fernanda Guimarães

04 de setembro de 2020 | 09h06

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) escolheu o JPMorgan como o coordenador líder para a venda de suas ações detidas na Suzano. Será uma operação que colocará nos cofres do banco de fomento R$ 8 bilhões via oferta subsequente de ações (follow on), programada para as próximas semanas. A escolha, feita inicialmente entre cinco bancos estrangeiros, teve como métrica o menor custo da operação. Agora, o restante do sindicato será definido pelo próprio banco norte-americano. O processo de seleção ocorreu em duas fases. Cinco bancos receberam a carta convite para realizarem uma proposta e três foram selecionados Credit Suisse, JPMorgan e Bank os America. Depois disso, JP ofereceu a menor taxa, o chamado “fee”, no jargão do mercado, e vai comandar a operação.  A informação foi antecipada pelo Broadcast na última quarta-feira.

#Sqn. Havia a expectativa de que, assim como fez com a Vale, o BNDES fizesse essa venda por meio de um leilão de Bolsa, o chamado “block trade”. A oferta da Suzano, porém, poderá envolver uma tranche primária.

Na fila. Na fila de espera do desinvestimento do BNDES está a participação na Klabin, ações preferenciais da Petrobrás (que ainda não estão no preço considerado certo), e também na Vale. O banco ainda não pode vender a participação na mineradora, já que se comprometeu com o mercado com um período de lock up. Além disso, parte dessas ações ainda precisam ser liberadas com o fim do acordo de acionistas da Vale, o que ocorre em novembro.

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