Bônus da Oi e da Samarco não atraem nem fundos abutre

Coluna do Broadcast

24 Novembro 2016 | 05h00

O mar de incógnitas que cerca o futuro da Oi e da Samarco não atrai nem os fundos que compram ativos estressados. Na lista de dúvidas em relação à Oi, estão o valor da dívida extrajudicial da empresa, das multas com a Anatel e o nome dos que estarão à frente da tele para conduzir o plano de recuperação. Na Samarco, a dúvida é sobre a sua sobrevivência, já que ações contra a empresa se acumulam em várias esferas desde o acidente na barragem de Mariana.

Bônus caro

Por isso, os bônus de ambas as companhias, negociados ao redor de 30% do valor de face no exterior, são considerados caros por alguns fundos. Frente à série de perguntas sem respostas, deveriam valer 10%, opina o gestor de um grande fundo local.

Dívida extrajudicial
O valor da dívida extrajudicial da empresa é desconhecido, mas o gestor “chuta” em R$ 2 bilhões. Frente aos R$ 65 bilhões de dívida ajuizadas no pedido de recuperação judicial, o montante parece pequeno. É relevante, no entanto, ao se considerar os R$ 18 bilhões que a Oi valeria, segundo ele, se devidamente reestruturada

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