BR Partners vai entrar na área de gestão de fortunas

BR Partners vai entrar na área de gestão de fortunas

Altamiro Silva Junior

13 de agosto de 2021 | 11h40

Ricardo Lacerda, sócio do BR Partners: teste de plataforma começará mês que vem / FOTO: NILTON FUKUDA/AE

O banco de investimento BR Partners vai expandir sua atuação para uma nova área, a de gestão de fortunas, disse ao Estadão/Broadcast o presidente (CEO) da instituição, Ricardo Lacerda. O banco planeja começar testes de sua plataforma no mês que vem e avalia aquisições no segmento de gestão.

O BR Partners atua em quatro segmentos hoje – banco de investimento, mercado de capitais, investimentos e sales & trading (hedge para empresas). A área de gestão de fortunas será a quinta deste pilar.

“Estamos avançando de duas maneiras, tanto como o desenvolvimento da nossa plataforma digital, que está entrando em fase de testes em setembro, quanto na avaliação de aquisições de plataformas já existentes de gestão de riquezas.” Após os testes, a expectativa é da área entrar em operação no final do ano ou começo de 2022.

Lacerda conta que o banco tem conseguido recompor rapidamente o ‘pipeline’ de operações, que inclui uma avaliação de preço mínimo dos Correios e da Eletrobras para a privatização. Mesmo com a volatilidade aumentando no mercado externo, por conta da pandemia, e no doméstico, por conta de ruídos políticos e a volta da preocupação fiscal, as operações seguem aparecendo. “Nosso pipeline continua crescendo, estamos vendo uma recomposição muito rápida.”

“Temos visto um nível de atividade que eu, que estou no mercado há 30 anos, nunca vi”, afirma Lacerda. Para ele, o mercado de capitais deve seguir aquecido e se algumas ofertas de ações não estão saindo, outras estão acontecendo, enquanto o mercado de fusões e aquisições segue mais estável.

No IPO, em junho, o banco captou R$ 400 milhões. Esta semana, a o BR Partners divulgou seu primeiro balanço como empresa de capital aberto e registrou seu melhor resultado desde sua criação em 2010, tanto em termos de receitas como de lucro. No primeiro semestre, o lucro líquido subiu 45%, para R$ 65,9 milhões.

 

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 09/08/2021, às 19:59:01.

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