Bradesco e Itaú não venderão fatia no IRB Brasil Re após fim de restrição

Bradesco e Itaú não venderão fatia no IRB Brasil Re após fim de restrição

Aline Bronzati

12 de janeiro de 2020 | 01h50

O Bradesco e o Itaú Unibanco já teriam sinalizado nos bastidores que não pretendem se desfazer das ações que possuem do ressegurador IRB Brasil Re. O prazo de 180 dias com o qual se comprometeram a manter os papéis no âmbito da oferta subsequente de ações – follow on – feita para dar saída à União, no ano passado, o chamado lockup no jargão do mercado, termina no próximo dia 22 de janeiro.

Amarrados. O que mantém Bradesco e Itaú no IRB é a justamente performance e as perspectivas futuras da companhia. Em um ano, os papéis do ressegurador se valorizaram em mais de 47%. Além de entregar resultados cada vez melhores, a companhia passou por uma reviravolta em termos de governança corporativa ao se tornar uma corporation, ou seja, de controle pulverizado e não nas mãos de poucos sócios.

Hi-tech. O IRB também está se reinventando em busca de novos mercados para desbravar. Na mira do ressegurador, estão, principalmente, as big techs, de olho no potencial futuro dessas companhias. Nesse sentido, firmou, no ano passado, parceria com o banco digital C6, criado por ex-sócios do BTG Pactual. Procurados, IRB, Bradesco e Itaú não comentaram.